Exclusivo · Investimentos

Sami sai da UTI com Monashees e Valor e mira novos investidores

ResumoA healthtech Sami reduziu o prejuízo de R$ 64 milhões para R$ 21 milhões em dois anos, saindo da UTI com apoio de Monashees e Valor Capital. A empresa aposta na atenção primária e na verticalização virtual para atrair novos investidores a partir de 2026. O modelo foca em eficiência operacional e expansão sustentável.

Após cortar o prejuízo de R$ 64 mi para R$ 21 mi em dois anos, a healthtech Sami aposta na atenção primária e na verticalização virtual para atrair novos investidores a partir de 2026.

4 min de leituraPRO
Sami sai da UTI com Monashees e Valor e mira novos investidores
Foto: Viva Capital · Sami sai da UTI com Monashees e Valor e mira novos investidores · 31 jul 2026

Com Monashees e Valor, Sami sai da UTI e prepara terreno para novos investidores

A healthtech Sami, fundada em 2018 e focada em planos de saúde, reduziu o prejuízo por três anos seguidos e planeja voltar ao mercado para captar novos investidores a partir do próximo ano. O CEO e cofundador Guilherme Berardo afirma ter aprendido com os erros do passado. Em 2022, a operadora fechou com perda de R$ 64 milhões; em 2023, o número caiu para R$ 34 milhões; em 2024, para R$ 21 milhões, segundo balanços divulgados pela empresa.

O que explica a recuperação da Sami

A redução do prejuízo é atribuída pela companhia à consolidação da operação e à continuidade dos investimentos estratégicos. Berardo destaca a relação entre médico e paciente como fator central: "Aprendemos muito com ajustes anteriores e descobrimos que a relação entre médico e paciente é explosivamente positiva".

O modelo coordenado exige uma rede de fornecedores ajustada, processo que antes não era bem amarrado. A operadora organiza o atendimento a partir da atenção primária, com médicos de família e tecnologia para coordenar o cuidado dos beneficiários e reduzir custos assistenciais.

Verticalização virtual: como a Sami reduz custos sem hospitais próprios

Diferente dos grupos verticalizados tradicionais, a Sami não adquire hospitais e clínicas. Ela coordena toda a jornada do paciente com equipes próprias de atenção primária, tecnologia e rede credenciada. O objetivo é capturar ganhos de eficiência sem investir em ativos hospitalares.

Os resultados aparecem nos números: as taxas de sinistro caíram 15%, o que levou a reajustes menores e maiores margens de contribuição. Em 2025, a diferença entre receita e gastos médicos cresceu 167% em relação a 2024. No primeiro trimestre deste ano, o crescimento foi de 28% na comparação anual.

Números que mostram a virada

A receita cresceu quase 20% no mesmo período. Em 2025, a healthtech faturou R$ 130 milhões, e a perspectiva para este ano é de desempenho superior. Berardo explica que a intervenção virtual entre médico e paciente reduz custos: cerca de 80% dos casos são resolvidos nessa etapa.

O engajamento no aplicativo é outro diferencial. O índice de usuários ativos mensais chega a 85%, contra cerca de 7% nas operadoras tradicionais. "Não consigo ter custo de rede verticalizada, mas minha saúde populacional vai ser ótima, o que reduz o número de procedimentos", afirma o executivo.

Investidores de peso e capital acumulado

A tese atraiu nomes como Monashees, Valor Capital e Canary. Desde a fundação, a Sami captou cerca de R$ 300 milhões. A taxa de reajuste da operadora, em torno de 5,27%, contrasta com a média do mercado, de cerca de 11%, o que reforça o valor da proposta.

A última rodada pública foi uma Série B de R$ 90 milhões, liderada por Redpoint Ventures e Mundi Ventures, com participação de Alumni Ventures, Endeavor Catalyst, Digital Horizon, Tau Ventures e follow-on de investidores como Monashees e Valor Capital. Em 2025, a companhia fez uma rodada interna de R$ 25 milhões, subscrita pelos investidores já presentes no captable, para reforçar o caixa.

O desafio da constância

Nos últimos 12 meses, a Sami fechou as contas no azul em três deles. Para Berardo, o próximo passo é escalar a infraestrutura com mais capital. "Não vamos conseguir chegar a 10 milhões de vidas na plataforma sem necessidade de capital, então vamos ter muitos novos investidores no futuro", diz.

O remédio parece ter feito efeito, mas o desafio é manter a regularidade. Para quem acompanha o setor, a pergunta não é se a Sami vai captar, mas quem vai entrar no captable. como avaliar healthtechs antes de investir

Perguntas Frequentes

Quando a Sami deve abrir nova rodada de investimento?

A companhia deve voltar ao mercado por novas rodadas a partir do próximo ano, segundo declarações do CEO Guilherme Berardo.

Quanto a Sami já captou desde a fundação?

A healthtech captou cerca de R$ 300 milhões desde 2018, incluindo uma Série B de R$ 90 milhões e uma rodada interna de R$ 25 milhões em 2025.

Qual a taxa de reajuste da Sami em comparação ao mercado?

A taxa de reajuste da Sami é de cerca de 5,27%, enquanto a média do mercado é de aproximadamente 11%.

Como a Sami reduz custos sem hospitais próprios?

A empresa usa um modelo de verticalização virtual, coordenando a jornada do paciente com atenção primária própria, tecnologia e rede credenciada, resolvendo 80% dos casos virtualmente.

Qual o percentual de usuários ativos mensais no app da Sami?

O índice chega a 85%, contra cerca de 7% nas operadoras tradicionais.

“Após cortar o prejuízo de R$ 64 mi para R$ 21 mi em dois anos, a healthtech Sami aposta na atenção primária e na verticalização virtual para atrair novos investidores a partir de 2026.”
Adriana Buarque · Editor(a) Investimentos · Viva Capital PRO
Viva Capital Daily · Newsletter

O briefing que os CFOs do varejo brasileiro leem antes das 8h.

Análises diárias sobre meios de pagamento, crédito e bancos digitais. Direto na sua caixa, sem ruído. Já lida por mais de 47 mil profissionais do setor.

Você pode cancelar a qualquer momento. Sem spam.