# Mercado de capitais: volume recorde de R$ 361,8 bi no 1º semestre de 2026

> O mercado de capitais brasileiro registrou volume recorde de R$ 361,8 bilhões em ofertas no primeiro semestre de 2026, conforme dados da Anbima. O montante superou em 9,8% o mesmo período de 2025, impulsionado por instrumentos híbridos, renda variável e maior participação de investidores pessoa física.

*Viva Capital · Investimentos · 27 de julho de 2026 · Patrícia Mendonça*

O mercado de capitais brasileiro registrou volume recorde de R$ 361,8 bilhões em ofertas no primeiro semestre de 2026, segundo a Anbima. O montante supera em 9,8% o mesmo período de 2025, impulsionado por híbridos, renda variável e investidores pessoa física.

## Mercado de capitais registra volume recorde no 1º semestre de 2026, diz Anbima

O mercado de capitais brasileiro movimentou R$ 361,8 bilhões em ofertas no primeiro semestre de 2026, o maior volume já registrado para o período na série histórica da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), iniciada em 2012. Esse montante representa alta de 9,8% em relação aos seis primeiros meses de 2025 e foi distribuído em 1.513 operações, avanço de 13%.

## Recorde puxado por híbridos e renda variável

As emissões de renda fixa responderam pela maior parte das captações, com R$ 288,8 bilhões. No entanto, o destaque ficou para os instrumentos híbridos: os fundos imobiliários (FIIs) alcançaram volume recorde de R$ 39,5 bilhões, alta de 103,9% na comparação anual. Já os Fiagros somaram R$ 8,3 bilhões, crescimento de 288,3%.

Segundo Cesar Mindof, diretor da Anbima, o cenário de instabilidade externa, aliado aos juros elevados, favoreceu uma composição mais diversificada das ofertas, impulsionando os híbridos e marcando a retomada da renda variável.

## Títulos híbridos batem recorde com R$ 47,8 bilhões

Os títulos híbridos somaram R$ 47,8 bilhões em captações no semestre, também um recorde para o período. O crescimento foi impulsionado principalmente por pessoas físicas, que elevaram os investimentos de R$ 9,7 bilhões para R$ 20,7 bilhões, e por fundos de investimento, cujas subscrições avançaram de R$ 6 bilhões para R$ 18,9 bilhões.

## Renda variável volta a ter IPO e follow-ons

Os dados da Anbima também mostram uma recuperação da renda variável em 2026. O mercado registrou o primeiro IPO após um período sem estreias na bolsa e oito operações de follow-on, que movimentaram R$ 22,2 bilhões, o dobro do número de ofertas registrado no primeiro semestre de 2025.

## Debêntures: volume cai, mas emissões incentivadas seguem fortes

Na renda fixa, as emissões de debêntures alcançaram R$ 169,8 bilhões, queda de 12,1% em relação ao mesmo período do ano passado, embora o número de operações tenha aumentado de 268 para 278. As debêntures incentivadas representaram 38,3% do volume total captado, com o setor de energia elétrica concentrando mais da metade dessas emissões.

No mercado secundário, o volume negociado de debêntures cresceu 20,6%, atingindo R$ 494,6 bilhões. Já as emissões de CRIs e CRAs totalizaram R$ 20,3 bilhões e R$ 7,1 bilhões, respectivamente, recuos de 15,8% e 50,4% frente ao primeiro semestre de 2025.

## Notas comerciais e FIDCs em alta no número de operações

As notas comerciais registraram um número recorde de 123 operações para um primeiro semestre, alta de 43% na comparação anual, embora o volume financeiro captado tenha recuado 11,4%. As emissões de FIDCs, por sua vez, somaram R$ 53,1 bilhões em 559 operações.

## Captações externas no melhor nível desde 2014

No mercado internacional, as captações chegaram a US$ 24,8 bilhões no primeiro semestre, o melhor desempenho para o período desde 2014. As emissões do governo brasileiro responderam por US$ 14,6 bilhões, ou 58,9% do total, enquanto instituições financeiras captaram US$ 2,5 bilhões e empresas levantaram US$ 7,7 bilhões.

## O que isso significa para o investidor pessoa física

A participação recorde de pessoas físicas nos híbridos mostra que o investidor brasileiro está diversificando além da renda fixa tradicional. Fundos imobiliários e Fiagros, com rentabilidade atrelada a ativos reais, ganharam espaço em um cenário de juros altos. Mas é importante lembrar: todo investimento envolve riscos, e a escolha deve considerar seu perfil e objetivos. Consulte um contador ou assessor para avaliar a tributação específica de cada aplicação.

## Perguntas Frequentes

### O que impulsionou o recorde do mercado de capitais em 2026?

O recorde foi puxado por instrumentos híbridos (FIIs e Fiagros), pela retomada da renda variável com IPO e follow-ons, e pelo aumento da participação de pessoas físicas e fundos de investimento.

### Quanto os fundos imobiliários captaram no 1º semestre de 2026?

Os FIIs captaram R$ 39,5 bilhões, alta de 103,9% em relação ao mesmo período de 2025, segundo a Anbima.

### As debêntures tiveram queda ou alta no volume?

O volume de debêntures caiu 12,1%, para R$ 169,8 bilhões, mas o número de operações subiu de 268 para 278. As debêntures incentivadas representaram 38,3% do total.

### Qual foi o desempenho das captações externas?

As captações no exterior somaram US$ 24,8 bilhões, o melhor resultado para um primeiro semestre desde 2014, com destaque para emissões do governo brasileiro (US$ 14,6 bilhões).

### Como o investidor pessoa física se beneficiou?

Pessoas físicas elevaram investimentos em títulos híbridos de R$ 9,7 bilhões para R$ 20,7 bilhões, mostrando maior diversificação e acesso a produtos como FIIs e Fiagros.

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Fonte (canonical): https://vivacapital.com.br/investimentos/mercado-capitais-registra-volume-recorde-1-semestre-2026-diz-anbima/
