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Ibovespa 2026: institucionais cortam expectativa, diz Itaú BBA

ResumoO Itaú BBA registrou na pesquisa Investment Manager Survey do 3º trimestre de 2026 uma redução da expectativa média dos gestores para o Ibovespa, de 212,4 mil para 181,7 mil pontos. O levantamento aponta queda no otimismo institucional com a Bolsa brasileira, refletindo revisão para baixo nas projeções de desempenho do índice.

Na pesquisa Investment Manager Survey do 3º trimestre de 2026, do Itaú BBA, gestores reduziram o otimismo com a Bolsa brasileira: a expectativa média para o Ibovespa caiu de 212,4 mil para 181,7 mil pontos.

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Foto: Viva Capital · Consórcio Alupar e Axia vence relicitação de transmissão de · 04 ago 2026

Menos otimismo? Investidores institucionais reduzem expectativa para o Ibovespa em 2026, segundo pesquisa do Itaú BBA

Na pesquisa Investment Manager Survey do terceiro trimestre de 2026, do Itaú BBA, os gestores de investimentos reduziram o otimismo em relação à Bolsa brasileira. A expectativa média para o Ibovespa (IBOV) caiu de 212,4 mil para 181,7 mil pontos, segundo o levantamento realizado com 99 investidores institucionais entre 27 e 31 de julho.

Expectativa para o Ibovespa cai para 181,7 mil pontos

Em uma escala de 0 (muito pessimista) a 10 (muito otimista) em relação à Bolsa, a média caiu para 6,10, de 7,09 na pesquisa anterior. Esse é o menor nível desde fevereiro de 2025. Entre os entrevistados, 50,5% têm visão positiva para a B3, contra 77,6% anteriormente. Outros 32,3% mantêm posição neutra, e 17,2% têm visão negativa, ante apenas 2,8% na pesquisa passada.

O BBA aponta que os investidores locais ficaram mais otimistas do que os estrangeiros, revertendo o quadro observado anteriormente.

Setores preferidos e ações mais citadas pelos gestores

Na divisão setorial, o levantamento do banco de investimentos detalha que energia e saneamento (utilities), construção e grandes bancos foram os mais citados como setores com exposição acima da média do índice. Já educação, consumo e mineração e siderurgia foram os mais apontados como setores com alocação abaixo da média do índice.

As principais escolhas dos investidores na pesquisa foram Axia (AXIA3), Nubank (ROXO34), Itaú (ITUB4), Equatorial (EQTL3) e BTG Pactual (BPAC11). Copasa (CSMG3), Hypera (HYPE3) e Embraer (EMBJ3) passaram a integrar o grupo das dez ações mais citadas, substituindo Copel (CPLE3), Bradesco (BBDC4) e Mercado Livre (MELI34).

Selic no fim de 2026: expectativa mais conservadora

No novo levantamento, as expectativas para a política monetária ficaram mais conservadoras. A média da estimativa dos investidores passou para uma Selic de 13,7% no fim de 2026, acima dos 13,1% esperados na pesquisa anterior. A maioria das respostas (61%) ficou concentrada entre 13,5% e 14,0%, o que indica a expectativa de um ciclo de queda de juros mais limitado.

Sobre o quanto do próximo ciclo econômico de quatro anos está refletido nos preços das ações, a média ficou em 51%.

Política brasileira ganha peso como fator para a Bolsa

Na avaliação dos participantes, a política brasileira é o principal fator para o desempenho da Bolsa, citada por 74% dos entrevistados, ante 62% anteriormente. As curvas de juros locais perderam relevância, de 69% para 54%. Em contrapartida, ganharam importância as preocupações com o cenário fiscal brasileiro e com os juros globais, ambos citados por 29% dos investidores, contra 9% e 16% na pesquisa anterior.

O ciclo de investimentos em inteligência artificial (IA) também apareceu entre os fatores mais relevantes, com 16% das respostas. Já as questões geopolíticas perderam espaço, para 26%, ante 56%.

Fluxo estrangeiro: expectativa positiva, mas com menos convicção

Segundo o BBA, em relação à entrada de recursos estrangeiros na Bolsa brasileira, a expectativa dos investidores institucionais continua positiva, mas com menor convicção. Atualmente, 59% dos investidores esperam fluxo internacional para ações brasileiras, contra 91% no levantamento anterior. Apenas 33% dos entrevistados acreditam em aumento da exposição dos investidores de mercados emergentes ao Brasil, enquanto 25% esperam entradas de recursos na classe de mercados emergentes como um todo, ante 54% na pesquisa passada.

Ao mesmo tempo, 30% acreditam que os fluxos permanecerão estáveis até o final do ano, contra 7% antes.

O que isso significa para o planejamento de longo prazo

Para quem planeja a aposentadoria e o futuro financeiro da família, essa pesquisa traz um sinal de cautela, não de pânico. A Bolsa brasileira segue com expectativa positiva, mas o otimismo diminuiu. Isso reforça a importância de diversificar a carteira e de não concentrar os aportes em um único ativo ou classe. Planejar cedo é o juro mais barato que existe, e ajustar as expectativas faz parte do processo.

Perguntas Frequentes

Qual é a expectativa média para o Ibovespa em 2026?

A expectativa média caiu de 212,4 mil para 181,7 mil pontos, segundo a pesquisa do Itaú BBA do terceiro trimestre de 2026.

Quantos investidores participaram da pesquisa?

O levantamento foi realizado com 99 investidores institucionais entre 27 e 31 de julho.

Qual é a expectativa para a Selic no fim de 2026?

A média da estimativa dos investidores passou para 13,7% no fim de 2026, acima dos 13,1% esperados na pesquisa anterior.

Quais ações foram as principais escolhas dos gestores?

As principais escolhas foram Axia (AXIA3), Nubank (ROXO34), Itaú (ITUB4), Equatorial (EQTL3) e BTG Pactual (BPAC11).

O que os investidores consideram o principal fator para a Bolsa?

A política brasileira é o principal fator, citada por 74% dos entrevistados, ante 62% anteriormente.

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Henrique Salomão · Editor(a) Investimentos · Viva Capital PRO
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