O Méliuz (CASH3) comunicou ao mercado que seu conselho de administração aprovou uma proposta de redução do capital social de R$ 160 milhões. A medida será submetida à apreciação dos acionistas em Assembleia Geral Extraordinária (AGE).
A redução não envolve cancelamento de ações nem distribuição de recursos em caixa aos acionistas, mas destina-se a constituir uma reserva de capital no mesmo valor. Segundo a administração, o montante atual do capital social, registrado nas demonstrações do segundo trimestre de 2026, é considerado excessivo frente às necessidades operacionais e estratégicas de curto e médio prazo.
O modelo de negócios da companhia, descrito como asset light, sem endividamento e com capex reduzido, não requer estrutura de capital tão elevada, especialmente diante do saldo acumulado de prejuízos. A manutenção do nível atual é vista como onerosa, sem retorno correspondente. A reserva de capital poderá ser usada para finalidades estratégicas definidas pela empresa.
Caso a proposta seja aprovada na AGE, a efetivação da redução estará sujeita ao prazo legal de 60 dias para eventual oposição de credores, conforme previsto na Lei das S.A.
O Méliuz encerrou o 2T26 com prejuízo líquido consolidado de R$ 22,4 milhões, revertendo o lucro de R$ 7,6 milhões do mesmo período de 2025. O resultado foi pressionado por impacto contábil negativo de R$ 32,1 milhões relacionado à carteira de bitcoin (BTC). Sem esse efeito, o lucro ajustado somou R$ 9,7 milhões, alta de 14% na comparação anual.
Junto com os resultados, o Méliuz anunciou um novo programa de recompra de até 8,1 milhões de ações, equivalente a 10% do free float.
Para o acionista, a proposta não muda o caixa imediato, mas pode sinalizar gestão de capital mais enxuta. Acompanhe a convocação da AGE e o prazo de oposição de credores, que afetam o cronograma de efetivação. como funciona redução de capital