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Magalu (MGLU3): Fred Trajano aposta em lojas físicas e Amazon

ResumoMagalu (MGLU3) registrou prejuízo de R$ 72,5 milhões no 2T26. Fred Trajano aposta em expansão de lojas físicas e parceria com a Amazon para reaquecer o e-commerce. A estratégia busca crescimento sem sacrificar margens, priorizando sinergias operacionais e capilaridade logística. O plano depende de execução disciplinada para reverter resultados negativos.

No 2T26, o Magazine Luiza registrou prejuízo de R$ 72,5 milhões, mas Fred Trajano aposta em lojas físicas e na parceria com a Amazon para reaquecer o e-commerce sem sacrificar margens.

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Magalu (MGLU3): Fred Trajano dobra aposta nas lojas físicas e mira Amazon para reaquecer vendas online

O CEO do Magazine Luiza (MGLU3), Fred Trajano, apresentou na teleconferência de resultados do segundo trimestre de 2026 (2T26) um novo ciclo estratégico. A companhia quer fortalecer a liderança omnichannel com apoio de inteligência artificial e acelerar a monetização de serviços por meio de negócios como MagaluPay, Magalu Ads, Magalu Cloud e Magalog. O principal destaque do trimestre, segundo o executivo, foi o desempenho das lojas físicas, que voltaram ao centro da estratégia da varejista.

Resposta direta: No 2T26, o Magazine Luiza registrou prejuízo líquido de R$ 72,5 milhões, ante prejuízo de R$ 24,4 milhões no mesmo período de 2025. As vendas nas mesmas lojas (SSS) cresceram 9,7%, impulsionadas pela Copa do Mundo, enquanto o e-commerce caiu 12% no GMV. Para reverter esse quadro, a empresa anunciou parceria com a Amazon e aposta no 'WhatsApp da Lu'.

Lojas físicas puxam crescimento e compensam fraqueza do online

As vendas nas mesmas lojas (SSS) cresceram 9,7%, impulsionadas pela Copa do Mundo. Fred Trajano ressaltou que o avanço não se limitou à categoria de televisores. Linha branca e móveis também registraram crescimento relevante, reforçando, segundo ele, o ganho de participação de mercado da companhia.

"A gente está sendo muito estratégico em focar o nosso crescimento onde conseguimos obter mais rentabilidade", afirmou o executivo. Na avaliação de Trajano, o ambiente online segue mais competitivo e menos racional do ponto de vista de preços, enquanto as lojas físicas oferecem maior potencial de geração de margem.

E-commerce em queda: estratégia de preservar rentabilidade

O e-commerce registrou queda de 12% no volume bruto de mercadorias (GMV) no trimestre. O CEO defendeu a estratégia de preservar rentabilidade mesmo à custa de participação de mercado. Segundo ele, a companhia repassou ao consumidor a alta dos custos globais de componentes de memória, o que afetou categorias como telefonia, informática e games.

"A gente cresceu em loja física, onde está dando rentabilidade, e abriu mão um pouco de share no online", disse. "Mas isso não significa que não estamos trabalhando para retomar esse crescimento."

Parceria com Amazon: primeiros resultados e planos de expansão

Para recuperar o desempenho do canal online sem comprometer margens, o Magazine Luiza está apostando na venda de produtos próprios em plataformas de terceiros. A primeira parceria anunciada foi com a Amazon, que começou a operar em junho.

Segundo Trajano, julho já apresentou vendas acima das expectativas iniciais e a tendência é de aceleração nos próximos meses. A expectativa da companhia é que, a partir do quarto trimestre, os produtos vendidos pela Amazon passem a contar com o selo Prime, ampliando a visibilidade e a conversão das vendas.

O executivo afirmou ainda que novas parcerias devem ser anunciadas "nas próximas semanas". A estratégia, segundo ele, busca ampliar o alcance dos produtos da companhia sem sacrificar rentabilidade.

"WhatsApp da Lu": a aposta de longo prazo em IA

Se as parcerias com marketplaces são vistas como uma solução de curto prazo, Fred Trajano deixou claro que a grande aposta de longo prazo da companhia continua sendo o "WhatsApp da Lu". Lançada no fim de 2025, a ferramenta baseada em inteligência artificial já superou R$ 100 milhões em vendas e contabiliza mais de 18 milhões de conversas com consumidores. Segundo o CEO, a taxa de conversão é três vezes superior à observada no aplicativo da companhia.

Para Trajano, a plataforma representa um novo modelo de comércio eletrônico, reunindo descoberta, recomendação, compra e pós-venda dentro do próprio WhatsApp. "O nosso grande foco é a Lu e a experiência de e-commerce pioneira e inovadora que criamos via WhatsApp", afirmou. A companhia pretende levar essa experiência baseada em IA também para o aplicativo do Magalu ao longo do segundo semestre.

Serviços financeiros e tecnologia: Luizacred, Magalu Ads e Cloud

Outro tema recorrente na apresentação foi o crescimento das plataformas de serviços. Trajano destacou o desempenho da Luizacred, que registrou lucro de R$ 135 milhões no trimestre, da Magalupay, que passou a originar 100% do CDC das lojas físicas, além dos avanços do negócio de seguros e consórcios.

Na área de publicidade digital, o CEO ressaltou o crescimento da Magalu Ads e citou a escolha da plataforma pela Hyundai para o lançamento do i20 no Brasil como exemplo da capacidade da empresa de monetizar sua audiência.

Já a Magalu Cloud alcançou mais de 1,7 mil clientes e recebeu aprovação para uma linha de financiamento de R$ 300 milhões do BNDES destinada a pesquisa e desenvolvimento. Segundo Trajano, a soberania de dados se tornou uma oportunidade importante para o negócio de computação em nuvem da empresa.

Números do 2T26: prejuízo, Ebitda e receita

O Magazine Luiza reportou prejuízo líquido de R$ 72,5 milhões no segundo trimestre de 2026 (2T26), uma variação de 197,5% ante o prejuízo de R$ 24,4 milhões reportado no mesmo período em 2025. Já na linha ajustada, que desconsidera as receitas e despesas não recorrentes, o prejuízo foi de R$ 50,4 milhões, ante lucro ajustado de R$ 1,8 milhão no mesmo período do ano anterior.

Apesar do resultado, o segundo prejuízo neste ano após a entrega de lucros em 2025, o tom da administração é positivo no que diz respeito aos próximos trimestres. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) foi de R$ 675,3 milhões no 2T26, uma queda de 1,7% na comparação anual. Na linha ajustada, a cifra é de R$ 708,8 milhões, recuo de 2,5% na comparação com o mesmo período em 2025.

A receita bruta da companhia totalizou R$ 11,1 bilhões, um recuo de 2,2% na comparação anual. Já a receita líquida recuou 2,6%, totalizando R$ 8,89 bilhões no período de abril a junho deste ano.

O que os analistas dizem: JPMorgan, BTG, XP e Citi

Os analistas tiveram uma leitura mista dos números do Magalu. Embora a companhia tenha apresentado rentabilidade operacional melhor do que o esperado, a fraqueza das vendas e o prejuízo acima das projeções continuaram gerando cautela em parte do mercado.

Para o JPMorgan, o resultado reforça os desafios enfrentados pela varejista em um ambiente de demanda mais fraca, juros elevados e forte concorrência no comércio eletrônico. O banco destacou a queda de 12% no GMV online e avaliou que o crescimento das lojas físicas não foi suficiente para compensar a desaceleração do canal digital, mantendo recomendação underweight, equivalente à venda, para as ações.

Já o BTG Pactual adotou uma visão mais positiva. Na avaliação do banco, o trimestre mostrou que a companhia tem conseguido preservar margens mesmo diante da retração das vendas online, graças ao controle de despesas, à disciplina comercial e à maior contribuição da Luizacred para os resultados. Para o BTG, a estratégia de priorizar rentabilidade e eficiência operacional segue avançando, ainda que o crescimento permaneça limitado. Por isso, o banco manteve recomendação de compra para os papéis.

A XP Investimentos avaliou os resultados do Magazine Luiza como fracos, mas em linha com as expectativas. Para a corretora, o principal ponto de pressão continua sendo o e-commerce, que segue afetado pela concorrência acirrada e pelo repasse dos maiores custos de eletrônicos aos consumidores. Por outro lado, as lojas físicas voltaram a mostrar força, impulsionadas pela Copa do Mundo e pelos ganhos de participação de mercado. A casa também destacou a resiliência das margens e o bom desempenho da Luizacred, mas manteve recomendação neutra para as ações.

O Citi também manteve uma postura cautelosa. Na avaliação do banco, os resultados do segundo trimestre ficaram, em sua maior parte, em linha com as expectativas, com destaque positivo para a força das lojas físicas e a disciplina na gestão de custos. As vendas nas lojas avançaram acima do esperado, enquanto a margem bruta permaneceu estável, demonstrando resiliência mesmo em um ambiente de consumo ainda desafiador.

O que isso significa para o consumidor e para o planejamento familiar

Para quem acompanha o varejo de perto, a decisão do Magazine Luiza de priorizar rentabilidade sobre participação de mercado tem efeito direto no bolso. O repasse da alta dos custos de componentes de memória, por exemplo, já afetou preços de telefonia, informática e games. A aposta em lojas físicas e em canais como o WhatsApp da Lu pode significar ofertas mais direcionadas e uma experiência de compra mais integrada, mas o consumidor deve ficar atento à variação de preços entre os canais.

No horizonte de vida de uma família, a escolha entre comprar em uma loja física ou online pode impactar o orçamento mensal. A tendência, segundo a estratégia da companhia, é que o online continue mais competitivo, enquanto as lojas físicas ofereçam maior potencial de margem para a varejista. Para o planejamento financeiro, vale comparar preços e condições de pagamento antes de decidir, especialmente em categorias de maior valor.

Perguntas Frequentes

O Magazine Luiza teve lucro ou prejuízo no 2T26?

O Magazine Luiza registrou prejuízo líquido de R$ 72,5 milhões no 2T26, ante prejuízo de R$ 24,4 milhões no mesmo período de 2025. Na linha ajustada, o prejuízo foi de R$ 50,4 milhões.

Por que as vendas online do Magalu caíram?

O e-commerce registrou queda de 12% no GMV no trimestre. A companhia repassou ao consumidor a alta dos custos globais de componentes de memória, o que afetou categorias como telefonia, informática e games.

O que é o "WhatsApp da Lu"?

É uma ferramenta baseada em inteligência artificial lançada no fim de 2025. Já superou R$ 100 milhões em vendas, contabiliza mais de 18 milhões de conversas e tem taxa de conversão três vezes superior à do aplicativo da companhia.

Qual é a recomendação dos analistas para MGLU3?

As recomendações são mistas: JPMorgan mantém underweight (venda), BTG Pactual mantém compra, XP Investimentos mantém neutra e o Citi mantém postura cautelosa.

Quando a parceria com a Amazon começa a valer?

A parceria começou a operar em junho. A expectativa é que, a partir do quarto trimestre, os produtos vendidos pela Amazon passem a contar com o selo Prime.

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“No 2T26, o Magazine Luiza registrou prejuízo de R$ 72,5 milhões, mas Fred Trajano aposta em lojas físicas e na parceria com a Amazon para reaquecer o e-commerce sem sacrificar margens.”
Henrique Salomão · Editor(a) Investimentos · Viva Capital PRO
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