Itaú (ITUB4): trimestre deve repetir fórmula de sucesso, mas há algumas notícias não tão boas
O Itaú (ITUB4) chega à temporada de balanços com a expectativa de entregar mais um trimestre sólido, mas sem grandes surpresas. As projeções do mercado apontam para um crescimento do lucro entre 7% e 11% na comparação anual, reforçando a percepção de que o banco segue crescendo mesmo com juros elevados e atividade econômica mais fraca.
O que esperar do lucro do Itaú no 2º trimestre?
A Genial Investimentos estima um lucro líquido recorrente de R$ 12,3 bilhões no segundo trimestre, alta de 0,4% em relação ao primeiro trimestre e de 7,2% na comparação anual. Apesar da desaceleração frente ao avanço de 10,4% registrado no início do ano, a corretora vê o resultado como mais uma demonstração da consistência operacional do banco.
Receita total e margem financeira: o que puxa o resultado?
Segundo a Genial, a receita total, que engloba margem financeira, receitas de serviços e seguros, deve crescer 2,8% no trimestre. O impulso vem principalmente da retomada da margem financeira com clientes, após um primeiro trimestre sazonalmente mais fraco.
Por outro lado, as receitas com prestação de serviços devem continuar decepcionando. O mercado de capitais segue em ritmo lento diante da proximidade das eleições presidenciais, reduzindo o volume de operações e limitando o crescimento dessa linha.
Carteira de crédito: consignado privado e PMEs como motores
A expansão da carteira de crédito continua sendo um dos principais motores do resultado. Bank of America e XP esperam crescimento sustentado principalmente pelo crédito consignado privado, enquanto a XP também aposta na força das pequenas e médias empresas.
Outro ponto positivo, na avaliação da Genial, é que o custo do crédito deve crescer no mesmo ritmo da carteira, sem sinais de deterioração relevante da inadimplência. O Goldman Sachs compartilha dessa visão e espera que a qualidade dos ativos permaneça sob controle, mantendo provisões e custo de risco estáveis.
ROE e rentabilidade: leve acomodação, mas liderança mantida
Apesar da expectativa de leve acomodação da rentabilidade, o Itaú deve seguir liderando entre os grandes bancos brasileiros. A Genial projeta um ROE (retorno sobre o patrimônio líquido) de 24,1%, ligeiramente abaixo dos 24,8% do primeiro trimestre, movimento explicado pelo crescimento do patrimônio líquido em ritmo superior ao do lucro.
O Goldman Sachs também vê pressão das despesas operacionais, fator que deve limitar os ganhos de eficiência. Ainda assim, o consenso entre as casas de análise é que o banco mantém uma combinação difícil de replicar pelos concorrentes: crescimento consistente, qualidade dos ativos preservada e rentabilidade acima da média do setor.
O que fica de olho para os próximos trimestres?
A corretora destaca que parte relevante dos ganhos com operações estruturadas, distribuídos ao longo de 2025, deve ficar concentrada no quarto trimestre, embora o banco possa antecipar uma parcela para o terceiro. Ou seja, o segundo trimestre tende a ser mais contido, mas a fórmula de sucesso segue intacta. como analisar balanços de bancos o que é ROE e como usar na análise
Perguntas Frequentes
O Itaú vai pagar dividendos neste trimestre?
A fonte não traz informações sobre dividendos. O foco das projeções está no lucro recorrente, na receita e na qualidade dos ativos.
Qual a estimativa de lucro do Itaú para o 2º trimestre de 2025?
A Genial Investimentos projeta R$ 12,3 bilhões de lucro líquido recorrente, alta de 7,2% na comparação anual e de 0,4% ante o primeiro trimestre.
O ROE do Itaú vai cair?
Sim, a Genial projeta ROE de 24,1%, abaixo dos 24,8% do primeiro trimestre, por causa do crescimento do patrimônio líquido em ritmo superior ao do lucro.
Quais os principais riscos para o balanço do Itaú?
As receitas com serviços seguem decepcionando, o mercado de capitais está lento por causa das eleições e o Goldman Sachs vê pressão das despesas operacionais.
O crédito consignado privado vai impulsionar o resultado?
Bank of America e XP esperam que o crescimento da carteira seja sustentado principalmente pelo crédito consignado privado, além das pequenas e médias empresas.
