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Itaú BBA reduz preço-alvo da TIM para R$ 23 e corta projeção de lucro

ResumoO Itaú BBA reduziu o preço-alvo das ações da TIM (TIMS3) para R$ 23 ao fim de 2027, ante R$ 30 previstos para 2026, e cortou a estimativa de lucro líquido de 2026 em 8,2%, para R$ 4,3 bilhões. A recomendação permanece Market Perform, refletindo expectativa de desempenho em linha com o mercado.

O Itaú BBA reduziu o preço-alvo das ações da TIM (TIMS3) para R$ 23 ao fim de 2027, ante R$ 30 previstos para 2026, e cortou a estimativa de lucro líquido para 2026 em 8,2%, para R$ 4,3 bilhões. A recomendação segue Market Perform.

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Itaú BBA reduz preço-alvo da TIM (TIMS3) para R$ 23 e revisa lucro para baixo até 2027

O Itaú BBA cortou o preço-alvo das ações da TIM (TIMS3) para R$ 23 ao fim de 2027, ante R$ 30 projetados anteriormente para o fim de 2026. A recomendação foi mantida em Market Perform, equivalente a neutra. A nova meta indica potencial de valorização de 19% sobre o preço de R$ 19,28 considerado no relatório.

O que mudou no preço-alvo da TIM?

O banco atualizou o modelo após os resultados do segundo trimestre de 2026, incorporando um cenário macroeconômico novo e custo de capital revisado. A revisão principal veio na receita de serviços móveis (MSR), com estimativas mais conservadoras no longo prazo, diante da deterioração do ambiente competitivo. Os analistas também veem perspectiva menos favorável para a dinâmica competitiva e para o crescimento da MSR no segundo semestre de 2026.

Apesar de reconhecer que o dividend yield de cerca de 12% começa a chamar a atenção, o banco afirma que prefere aguardar pontos de entrada mais atrativos para a ação. Ou seja, a recomendação neutra reflete cautela, não pessimismo absoluto.

Projeções de lucro líquido para 2026 e 2027

A principal mudança nas projeções ocorreu no lucro líquido. O Itaú BBA cortou sua estimativa para 2026 em 8,2%, de R$ 4,7 bilhões para R$ 4,3 bilhões. Para 2027, a projeção recuou 5,5%, para R$ 5,1 bilhões.

Segundo o relatório, a revisão para 2026 reflete uma expectativa mais fraca para a alíquota efetiva de impostos, após os resultados do primeiro semestre. Já a redução da estimativa para 2027 decorre, principalmente, de uma perspectiva menos favorável para o resultado financeiro da companhia.

Receita líquida e Ebitda: ajustes pontuais

As projeções de receita líquida sofreram poucas alterações. O banco continua projetando receita de R$ 28,1 bilhões em 2026 e R$ 29,3 bilhões em 2027. Em relação ao modelo anterior, as estimativas foram ajustadas em alta de 0,3% para 2026 e em queda de 0,3% para 2027.

O Itaú BBA passou a adotar uma visão mais cautelosa para a receita de serviços móveis após identificar uma deterioração marginal do ambiente competitivo no primeiro semestre de 2026. Por outro lado, incorporou ao modelo o desempenho acima do esperado das receitas fixas, impulsionado sobretudo pela incorporação da V8.

Rentabilidade: margem Ebitda em queda

O banco também revisou para baixo suas estimativas de rentabilidade. A projeção de Ebitda ajustado passou para R$ 14,5 bilhões em 2026 e R$ 15,5 bilhões em 2027, o que representa reduções de 1% e 2,3%, respectivamente, frente aos cálculos anteriores.

A margem Ebitda estimada caiu para 51,8% em 2026 e 52,8% em 2027, revisões negativas de 70 pontos-base e 100 pontos-base. De acordo com os analistas, o ajuste foi motivado por despesas de rede e interconexão acima do esperado, além de maiores gastos com inadimplência.

Mesmo após a revisão, o Itaú BBA projeta crescimento nominal de 7% no Ebitda em 2026, para R$ 14,5 bilhões, patamar que se encontra na faixa intermediária do guidance divulgado pela operadora.

O que esperar da TIM nos próximos meses?

A leitura dos analistas é de cautela: o ambiente competitivo no móvel segue pressionado, e o lucro deve crescer em ritmo menor do que o previsto. Ainda assim, o dividend yield de cerca de 12% pode atrair investidores em busca de renda, desde que aceitem esperar por um preço de entrada mais favorável. O banco prefere aguardar, e o investidor pode fazer o mesmo.

Para quem acompanha a tese, vale monitorar os resultados do segundo semestre de 2026, especialmente a evolução da MSR e o impacto das despesas de rede e inadimplência. A incorporação da V8 segue como ponto de suporte nas receitas fixas.

Perguntas Frequentes

Qual é o novo preço-alvo da TIM segundo o Itaú BBA?

O novo preço-alvo é de R$ 23 para o fim de 2027, ante R$ 30 previstos para o fim de 2026. A recomendação foi mantida em Market Perform (neutra).

Por que o Itaú BBA cortou a projeção de lucro da TIM?

A revisão para 2026 reflete expectativa mais fraca para a alíquota efetiva de impostos. Para 2027, a redução decorre de perspectiva menos favorável para o resultado financeiro da companhia.

O que mudou na projeção de Ebitda da TIM?

O Ebitda ajustado passou para R$ 14,5 bilhões em 2026 e R$ 15,5 bilhões em 2027, com reduções de 1% e 2,3%. A margem Ebitda caiu para 51,8% e 52,8%, respectivamente.

A TIM ainda paga dividendos atrativos?

O dividend yield de cerca de 12% começa a chamar a atenção, mas o banco prefere aguardar pontos de entrada mais atrativos antes de recomendar a compra.

“O Itaú BBA reduziu o preço-alvo das ações da TIM (TIMS3) para R$ 23 ao fim de 2027, ante R$ 30 previstos para 2026, e cortou a estimativa de lucro líquido para 2026 em 8,2%, para R$ 4,3 bilhões. A rec…”
Larissa Monteiro · Editor(a) Investimentos · Viva Capital PRO
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