O último dia de agosto começou com o cenário doméstico dominando a agenda dos investidores. Nesta segunda-feira (31), a pesquisa eleitoral BTG/Nexus apontou disparada de Augusto Cury (Avante) para 11% das intenções de voto no primeiro turno. O movimento ocorre enquanto o mercado digere o orçamento e se prepara para o payroll no fim da semana.
Cury supera os antigos empatados no terceiro lugar, abrindo vantagem fora da margem de erro de 2 pontos porcentuais sobre todos os outros adversários. Ronaldo Caiado (PSD) manteve 5%, Renan Santos (Missão) permaneceu em 3% e Romeu Zema (Novo) caiu de 3% para 1%. O mercado anseia por uma alternativa às candidaturas do atual presidente Luiz Ignácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro, que seguem à frente nas intenções de voto.
No cenário internacional, a semana repete a anterior: investidores acompanham os desdobramentos do setor de tecnologia e as variações no preço do petróleo. A indecisão sobre o fim da guerra no Irã injeta volatilidade nos preços da commodity, refletindo nas oscilações das bolsas mundo afora.
Ibovespa interrompeu sequência de três perdas semanais com retomada do fluxo estrangeiro. O índice acumulou alta de 2,71% na semana e fechou aos 177.664,62 pontos. O dólar à vista terminou a R$ 5,1965, com alta de 1% no acumulado. O iShares MSCI Brazil (EWZ), principal ETF brasileiro em Nova York, sobe 0,20%, cotado a US$ 35,55.
As bolsas asiáticas fecharam sem sinal único. Os principais índices da Europa oscilam sem direção definida, e os futuros de Wall Street apontam abertura em queda.
Como contribuinte, acompanho de perto esses movimentos: a alta do dólar e a valorização do Ibovespa afetam diretamente a declaração de investimentos no exterior. Quem tem EWZ precisa declarar pela regra vigente, com atenção ao câmbio da data da compra. Dedução legal existe, mas inconsistência leva à malha fina. Consulte um contador antes de enviar.