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Ibovespa avança à espera do Copom; 5 pontos antes de investir

ResumoIbovespa registra alta de 0,57% aos 178.911 pontos nesta quarta-feira, com o mercado aguardando a decisão do Copom sobre a Selic, com expectativa de corte para 14% ao ano. A orientação para investidores inclui cinco pontos-chave: monitorar o comunicado do Banco Central, avaliar impacto em renda fixa e variável, observar fluxo estrangeiro, revisar posições em setores sensíveis a juros e manter cautela com volatilidade pós-decisão.

Ibovespa opera em alta de 0,57%, aos 178.911 pontos, enquanto o mercado aguarda a decisão do Copom. Expectativa é de corte da Selic para 14% ao ano. Veja os 5 pontos que orientam suas decisões de investimento nesta quarta-feira.

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Ibovespa avança à espera de novo corte na Selic pelo Copom; 5 coisas para saber antes de investir hoje

O Ibovespa opera em alta nesta quarta-feira (5), com os investidores repercutindo a nova escalada das tensões diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos, balanços corporativos com destaque para Itaú (ITUB4) e a expectativa para a decisão do Copom. Por volta de 10h10 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira subia 0,57%, aos 178.911,76 pontos.

Resposta direta: O Ibovespa sobe 0,57%, aos 178.911,76 pontos, com o mercado aguardando a decisão do Copom. A expectativa é de corte de 0,25 ponto percentual na Selic, para 14% ao ano. O dólar cai 0,22%, a R$ 5,1195. A decisão sai após o fechamento do mercado, com sinalização para setembro.

1. Copom: corte de 0,25 ponto é o cenário base

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central divulga a decisão de juros hoje, depois do fechamento do mercado. A expectativa dominante é de que o colegiado corte a Selic em 0,25 ponto percentual, para 14% ao ano, conforme as Opções do Copom da B3.

Segundo a última atualização, da última segunda-feira (3), as Opções do Copom da B3 apontam 94,75% de chance de redução de 14,25% para 14% ao ano. Há também probabilidade de 1,50% de corte de 0,50 ponto, o que levaria a taxa para 13,75%, e 4,55% de chance de manutenção da Selic. A Selic meta está em 14,25% desde o fim de julho, segundo o Banco Central.

No comunicado, o mercado também espera alguma sinalização de continuidade do ciclo de cortes na próxima decisão, em setembro. Para quem planeja a aposentadoria, vale lembrar que a trajetória da Selic afeta diretamente a rentabilidade da renda fixa e o custo do crédito.

2. Tensão Brasil-EUA: vistos e escalada diplomática

Ontem (4), os EUA revogaram o visto da embaixadora brasileira em Washington, Maria Luiza Ribeiro Viotti, sob o argumento de que o Brasil ainda não concedeu aprovação diplomática formal (o agrément) ao embaixador indicado pelo governo Trump para Brasília, e após negativa de vistos a diplomatas norte-americanos.

Em resposta, o Palácio do Planalto considerou que a decisão faz parte de uma escalada motivada por questões ideológicas e que deixa "óbvio" o interesse norte-americano em interferir nas eleições presidenciais brasileiras. "O governo brasileiro repudia a decisão anunciada hoje pelo Departamento de Estado dos EUA de alterar o visto da embaixadora do Brasil em Washington. As duas justificativas apresentadas são falsas", informa a nota do Planalto.

Para o investidor, o ambiente geopolítico adiciona volatilidade ao câmbio e às ações, especialmente em um dia de decisão de juros. Acompanhar os desdobramentos é parte do planejamento de curto prazo.

3. Dólar em queda e payroll no radar

No mesmo horário, o dólar à vista operava em queda ante o real, em linha com o desempenho da moeda no exterior. A moeda operava a R$ 5,1195 (-0,22%). Já o DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis divisas fortes, caía 0,10%, aos 99.763 pontos.

A criação de vagas de trabalho no setor privado dos Estados Unidos desacelerou em julho, segundo o relatório nacional de emprego da ADP divulgado nesta quarta-feira. O setor privado dos EUA abriu 44.000 postos de trabalho no mês passado, após 95.000 em junho em dado revisado para baixo. Os economistas consultados pela Reuters previam abertura de 70.000 vagas.

Agora, os investidores ficam à espera do relatório oficial de empregos não-agrícolas, o payroll, que será divulgado na próxima sexta-feira (7). Os economistas consultados pela Reuters esperam 80.000 contratações em julho, ante 57.000 em junho, com a taxa de desemprego mantida em 4,2%.

4. Petróleo: Ormuz e o impacto no preço do barril

Os preços do petróleo operam em leve alta. Por volta de 10h05 (horário de Brasília), os contratos mais líquidos do Brent, referência para o mercado internacional, para outubro subiam 0,86%, a US$ 80,05 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres. Já os contratos do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para setembro operavam estáveis, a US$ 75,70 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex).

Segundo o presidente dos EUA, Donald Trump, seu governo teve "conversas muito boas" com o Irã durante as negociações de terça-feira (4), alimentando expectativas de um fim iminente ao conflito que já dura cinco meses. "Eles tiveram uma negociação que durou o dia inteiro", disse Trump ao programa "@ Night", da Fox News. O Estreito de Ormuz "vai ser aberto muito em breve", acrescentou. "Se eles recuarem novamente, vão ser duramente atingidos."

Do outro lado, o Irã afirmou que a reabertura do Estreito de Ormuz depende de uma mudança no comportamento dos EUA e da "correção de suas violações", segundo a emissora estatal iraniana IRIB. Para o investidor, o preço do petróleo influencia a inflação e, por consequência, a política de juros.

5. Pesquisas eleitorais: Lula e Flávio Bolsonaro

A Pesquisa Genial/Quaest para a eleição presidencial 2026, divulgada mais cedo, mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 44% das intenções de voto e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com 39% em um eventual segundo turno. Lula recuou 1 ponto porcentual ante os 45% do levantamento de 15 de julho, e o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro cresceu 2 pontos sobre os 37%.

Com o resultado e mesmo com a vantagem reduzida de 8 para 5 pontos sobre o adversário em um mês, Lula mantém a perspectiva de vitória no segundo turno, já que a margem de erro é de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos.

A Pesquisa Meio/Ideia, também divulgada nesta manhã, aponta que Lula também venceria Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno, com 48,5% contra 43%, uma vantagem acima do limite da margem de erro, de 2,5 pontos porcentuais. Para o planejamento de longo prazo, o cenário político tende a influenciar a confiança do mercado e a trajetória de ativos locais.

Como posicionar a carteira com a Selic em queda?

Quando o Copom inicia um ciclo de cortes, a renda fixa tende a perder rentabilidade real ao longo do tempo, mas a bolsa pode se beneficiar do fluxo para ativos de risco. Para quem está perto da aposentadoria, a cautela recomenda manter uma parcela em títulos indexados à inflação. Para os mais jovens, a exposição a ações pode ser ampliada gradualmente. O importante é alinhar cada decisão ao seu horizonte de vida.

Perguntas Frequentes

Quando sai a decisão do Copom?

A decisão do Copom é divulgada hoje, depois do fechamento do mercado. A expectativa é de corte de 0,25 ponto percentual, para 14% ao ano.

Qual a chance de corte de 0,50 ponto na Selic?

Segundo as Opções do Copom da B3, a probabilidade de redução de 0,50 ponto é de 1,50%, o que levaria a taxa para 13,75%.

O que o payroll pode indicar para os juros americanos?

O payroll, divulgado na sexta-feira (7), deve mostrar 80.000 contratações em julho, ante 57.000 em junho, com desemprego em 4,2%. Um número fraco pode reforçar cortes de juros nos EUA.

Como a tensão Brasil-EUA afeta o câmbio?

A revogação do visto da embaixadora brasileira eleva a aversão a risco, mas hoje o dólar opera em queda, a R$ 5,1195, em linha com o exterior.

O que esperar do petróleo com o conflito no Oriente Médio?

O Brent sobe 0,86%, a US$ 80,05, com expectativa de reabertura do Estreito de Ormuz. O Irã condiciona a reabertura a mudanças no comportamento dos EUA.

“Ibovespa opera em alta de 0,57%, aos 178.911 pontos, enquanto o mercado aguarda a decisão do Copom. Expectativa é de corte da Selic para 14% ao ano. Veja os 5 pontos que orientam suas decisões de inve…”
Henrique Salomão · Editor(a) Investimentos · Viva Capital PRO
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