# Hapvida (HAPV3): BB vê alta de 63% e mantém neutro

> A Hapvida (HAPV3) recebeu do BB Investimentos preço-alvo de R$ 12, implicando potencial de alta de 63% sobre a cotação atual. A recomendação foi mantida neutra devido à pressão sobre o caixa e o endividamento da companhia. As ações acumulam queda de 92% desde o IPO e de 50% apenas neste ano.

*Viva Capital · Investimentos · 14 de setembro de 2026 · Larissa Monteiro*

A Hapvida (HAPV3) acumula queda de 92% desde o IPO e 50% só neste ano. O BB Investimentos revisou o preço-alvo para R$ 12, potencial de 63%, mas manteve a recomendação neutra diante da pressão sobre caixa e dívida.

A Hapvida (HAPV3) vive o pior momento na bolsa desde que abriu capital, em 2018. A queda acumulada chega a 92%, e só neste ano a ação tomba mais 50%, negociada a R$ 6,73, a pior cotação da história da companhia. Diante desse cenário, o BB Investimentos revisou o preço-alvo para R$ 12, o que representa potencial de valorização de 63% em relação à cotação atual. A recomendação, no entanto, foi mantida neutra.

O BB Investimentos calcula preço-alvo de R$ 12 para HAPV3, com potencial de 63% sobre os R$ 6,73, mas mantém recomendação neutra. A justificativa está na necessidade de a companhia comprovar a execução do plano de recuperação, com melhora na geração de caixa e na estrutura de capital.

## O que os analistas querem ver

A equipe do BB Investimentos foi direta ao apontar o que falta para uma reavaliação do papel. "Geração de caixa e desalavancagem permanecem como os principais fatores para uma reavaliação da percepção de risco da companhia e recuperação da confiança dos investidores", afirmam os analistas.

Na avaliação do banco, as iniciativas implementadas ao longo do período ainda não foram suficientes para aliviar a pressão sobre os resultados financeiros.

## Os números que explicam a pressão

A receita líquida cresceu 4,6%, alcançando R$ 15,9 bilhões. O avanço, porém, não se traduziu em melhora operacional. A sinistralidade caixa acumulada no primeiro semestre atingiu 73,7%, alta de 0,8 ponto percentual em relação ao mesmo período de 2025.

Com custos assistenciais e despesas operacionais em alta, o Ebitda ajustado recuou para R$ 1,3 bilhão, tombo de 31,5% no ano. O lucro líquido ajustado caiu para R$ 257 milhões, queda de 64,2% no semestre.

A estrutura de capital também piorou. A dívida líquida subiu de R$ 5,2 bilhões no fim de 2025 para R$ 5,4 bilhões em junho de 2026. A alavancagem, medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda ajustado dos últimos 12 meses conforme os critérios dos covenants contratuais, avançou de 1,32x para 1,61x.

## O que a empresa já fez

A Hapvida começou a atacar o endividamento em agosto, quando anunciou a redução de R$ 322,6 milhões da dívida bruta por meio da recompra de debêntures próprias e da liquidação antecipada de um contrato de swap. As operações foram feitas com deságio médio de 23%, gerando impacto financeiro positivo.

Na recompra, a companhia desembolsou R$ 149,9 milhões para adquirir 185.355 títulos, com valor nominal atualizado de R$ 193,9 milhões. O swap, avaliado em R$ 128,7 milhões na data da operação, foi liquidado por R$ 99,1 milhões, com ganho financeiro de R$ 29,6 milhões. Segundo a companhia, as medidas buscam reduzir a alavancagem e as despesas financeiras, preservando a liquidez operacional.

Para o investidor, o preço-alvo de R$ 12 sinaliza que o BB enxerga valor no papel, mas a recomendação neutra indica que a execução do plano ainda precisa aparecer nos números. Sem melhora concreta em caixa e dívida, a recuperação da confiança segue em aberto.

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Fonte (canonical): https://vivacapital.com.br/investimentos/hapvida-hapv3-tombo-acoes-bb-investimentos-revisa-preco-alvo-ve-pernada-60-hora-/
