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Inverno DeFi: BTG vê queda de 40% e aponta oportunidades

ResumoBTG Pactual registrou queda de 40% no mercado DeFi no 1º semestre de 2026, com TVL de lending recuando de US$ 61,3 bilhões para US$ 36,4 bilhões. O relatório do banco identifica oportunidades em derivativos e opções on-chain, segmento liderado pela Hyperliquid, que apresentou crescimento apesar do encolhimento geral do setor.

O BTG Pactual vê o mercado DeFi encolher 40% no 1º semestre de 2026, com TVL de lending caindo de US$ 61,3 bi para US$ 36,4 bi. Apesar disso, o relatório aponta oportunidades: derivativos e opções on-chain cresceram, com Hyperliquid liderando.

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Inverno DeFi: BTG vê queda de 40% e aponta oportunidades
Foto: Viva Capital · Inverno DeFi: BTG vê queda de 40% e aponta oportunidades · 25 ago 2026

O segmento de finanças descentralizadas (DeFi) atravessou um dos piores momentos do primeiro semestre de 2026, segundo análise do BTG Pactual. A combinação entre a queda dos preços das principais criptomoedas e a redução da atividade dos investidores provocou retração generalizada em lending, DEXs, derivativos e staking.

No lending, o valor total depositado (TVL) caiu de US$ 61,3 bilhões para US$ 36,4 bilhões entre janeiro e junho, uma retração de 40,6%. Os empréstimos ativos recuaram quase o mesmo montante (40%), pressionados pela desvalorização dos ativos usados como garantia e pela menor demanda por alavancagem.

Ainda assim, o protocolo Aave (AAVE) manteve a liderança com US$ 10 bilhões em empréstimos ativos. Já a Morpho (MORPHO) foi destaque por ser uma das poucas plataformas a crescer, expandindo em 10% sua atividade e acumulando valorização de 72% no token no semestre.

O mercado de derivativos mostrou maior resistência. O volume em contratos futuros perpétuos recuou cerca de 37%, menos que em lending e DEXs. A Hyperliquid (HYPE) consolidou a liderança ao registrar mais de US$ 1,2 trilhão em volume negociado e valorização de 168% no período, sendo também o protocolo com maior múltiplo entre valor de mercado totalmente diluído (FDV) e taxas geradas.

No mercado de opções on-chain, o volume nominal mais que dobrou, passando de US$ 780 milhões para US$ 1,6 bilhão. A Derive lidera com mais de 93% de participação, reforçando a concentração do nicho.

Já as DEXs viram o volume cair cerca de 45%. A Uniswap segue como principal, com 36% do volume total e US$ 285 bilhões movimentados, mas seu token caiu 52%. Em contraste, Aerodrome elevou o volume em 23% e registrou rentabilidade positiva. Protocolos maduros como Lido (LDO), Uniswap e Aave negociam a múltiplos mais baixos, o que pode indicar avaliações atrativas.

Apesar do cenário negativo, o relatório aponta que a infraestrutura on-chain continua evoluindo. Protocolos que ampliaram oferta de produtos ou conquistaram novos usuários resistiram melhor ao ciclo, reforçando o amadurecimento do ecossistema.

“O BTG Pactual vê o mercado DeFi encolher 40% no 1º semestre de 2026, com TVL de lending caindo de US$ 61,3 bi para US$ 36,4 bi. Apesar disso, o relatório aponta oportunidades: derivativos e opções on-…”
Henrique Salomão · Editor(a) Investimentos · Viva Capital PRO
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