O Kinea Premium Properties (KNPR11) informou que suas cotas deixarão de ser negociadas no mercado secundário da B3 a partir de 21 de setembro de 2026. A medida integra o processo de encerramento do fundo imobiliário, constituído com prazo de duração de quatro anos, com vencimento previsto para o fim de 2026.
Segundo a Kinea, o fundo concluiu nos últimos meses a venda de uma parcela substancial dos ativos da carteira e agora se prepara para finalizar o desinvestimento e devolver os recursos remanescentes aos cotistas. A suspensão das negociações permitirá calcular o custo médio de aquisição das cotas de cada investidor, informação usada no tratamento tributário da amortização final, que será paga em uma única parcela com todo o capital restante do KNPR11.
Ainda não há data nem valor definidos para o pagamento. Esses números dependerão da conclusão da venda dos ativos, das receitas recebidas, das despesas e das demais obrigações do fundo. A eventual retenção de Imposto de Renda será detalhada depois. A administradora Intrag e a gestora Kinea afirmaram que divulgarão novas informações conforme o processo avançar.
Enquanto isso, o IFIX, principal índice da indústria na B3, encerrou a segunda-feira (31) aos 3.762,79 pontos, com alta de 0,59%. Desde o início de agosto, o indicador acumula desvalorização de 0,60%; desde janeiro, recua 0,43%.
Entre as maiores altas dos FIIs na segunda-feira (31), o XP Selection FOF (XPSF11) liderou com avanço de 6,75%, a R$ 6,48. O Riza Arctium Real Estate (RZAT11) subiu 4,38%, para R$ 91,45, e o Vinci Offices (VINO11) avançou 3,77%, a R$ 4,40. Nas quedas, o Gazit Malls (GZIT11) recuou 1,94%, a R$ 35,30; o Suno Recebíveis Imobiliários (SNCI11) caiu 1,33%, para R$ 81,48; e o BTG Pactual Agro Logística (BTAL11) cedeu 1,24%, a R$ 79,97.
Para quem investe em FIIs, o encerramento do KNPR11 reforça a importância de acompanhar os prazos de duração dos fundos e o cronograma de desinvestimento. Separar a análise do fundo do movimento geral do Ifix ajuda a tomar decisões com base no fluxo de caixa real, não na euforia do pregão.