Ex-sócios da Naskar são presos em operação que apura fraude de R$ 900 milhões
Três ex-sócios da Naskar Gestão de Ativos foram presos na quarta-feira (22) em São Paulo durante uma operação da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), que investiga uma suposta fraude financeira que teria causado prejuízo superior a R$ 900 milhões a cerca de 3 mil investidores em todo o país. Os presos são Marcelo Liranco Arantes, Rogério Vieira e José Maurício Volpato, conhecido como Maurício Jahu, ex-jogador de vôlei e ex-apresentador da ESPN.
Como funcionava o esquema da Naskar?
A Naskar atuava na captação de recursos de investidores por meio de contratos de mútuo, prometendo rentabilidade de aproximadamente 2% ao mês, percentual acima do praticado pelo mercado. De acordo com as investigações, a empresa operou por cerca de 13 anos até interromper, em maio deste ano, o pagamento dos rendimentos e os pedidos de resgate dos clientes. Após a suspensão dos pagamentos, investidores relataram dificuldade para contatar os responsáveis pela companhia, enquanto o aplicativo da plataforma saiu do ar.
Quem são os presos e o que diz a investigação?
Os presos são suspeitos de participação no esquema que levou ao colapso da empresa, segundo as investigações. A empresa chegou a ter sede no Distrito Federal e posteriormente transferiu suas operações para São Paulo. O caso ganhou repercussão após milhares de investidores afirmarem que perderam acesso aos recursos aplicados, dando início a uma série de ações judiciais e investigações sobre o destino do dinheiro captado.
Por que o caso importa para pequenos empreendedores?
Já vi promessas de rentabilidade alta demais derrubarem negócios que pareciam sólidos. Quando uma empresa promete 2% ao mês de forma consistente, o sinal de alerta precisa acender. No fluxo de caixa real de um pequeno negócio, separar o que é captação de investimento do que é receita operacional faz toda a diferença. A Naskar operou 13 anos com esse modelo, mas quando os resgates apertaram, o castelo desabou.
Quem não foi preso nesta fase?
Um dos principais nomes ligados à Naskar, Douglas Silva de Oliveira, apontado como responsável pela fintech e que estaria nos Emirados Árabes Unidos, não foi preso nesta fase da operação. Na véspera, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 75 milhões em bens ligados ao empresário.
O que acontece agora?
As prisões representam uma nova etapa da investigação, que busca esclarecer a destinação dos recursos, identificar outros envolvidos e responsabilizar os participantes do suposto esquema. Para quem investiu, o caminho é buscar a Justiça e acompanhar as ações em andamento.
Perguntas Frequentes
O que é a Naskar Gestão de Ativos?
Era uma empresa que captava recursos de investidores por meio de contratos de mútuo, prometendo rentabilidade de aproximadamente 2% ao mês.
Quem foi preso na operação?
Foram presos Marcelo Liranco Arantes, Rogério Vieira e José Maurício Volpato (Maurício Jahu), ex-sócios da empresa.
Qual o valor do prejuízo estimado?
O prejuízo é superior a R$ 900 milhões, afetando cerca de 3 mil investidores em todo o país.
Douglas Silva de Oliveira foi preso?
Não. Ele é apontado como responsável pela fintech e estaria nos Emirados Árabes Unidos, mas não foi preso nesta fase.
O que fazer se fui vítima?
Procure a Justiça e acompanhe as investigações da Polícia Civil do DF para buscar ressarcimento.
