A XP Investimentos divulgou sua carteira recomendada de dividendos para setembro, com 11 ações e ajustes pontuais de peso. Entre as mudanças, os analistas elevaram a participação de Petrobras (PETR4) de 10% para 12,5%, buscando ampliar a exposição ao setor de Óleo & Gás e reduzir a subalocação frente ao Ibovespa.
Segundo a casa, a Petrobras segue entre as principais preferências no setor e oferece uma das melhores relações entre risco e retorno no cenário atual. Outra alta foi a da Allos (ALOS3), que subiu de 7,5% para 10%, apoiada pelo múltiplo atrativo e pela maior visibilidade de retorno ao acionista. A companhia projeta retorno em dividendos de 13,1% em 2026, o maior entre as operadoras de shopping cobertas pela XP.
Já o Itaú (ITUB4) teve o peso reduzido de 15% para 10%. A XP segue vendo o banco como um dos mais bem posicionados para sustentar retornos acima dos pares, mas optou por cortar a exposição diante de um cenário macroeconômico e de crédito mais desafiador.
Completam o portfólio Prio (PRIO3), Vale (VALE3), Telefônica Brasil (VIVT3), Copasa (CSMG3), Axia Energia (AXIA3), Copel (CPLE3), B3 (B3SA3) e Caixa Seguridade (CXSE3). Em agosto, a carteira teve retorno negativo de 0,9%, contra queda de 0,3% do Ibovespa no mesmo período. Quem acompanha dividendos sabe que o curto prazo oscila; o que importa é a constância dos proventos ao longo do tempo.