O cobre superou ontem a marca de US$ 14,5 mil por tonelada na Bolsa de Metais de Londres e alcançou a maior cotação da sua história. O movimento tem forte procura pelo metal nas últimas semanas, associada à perspectiva de aumento de tarifas nos Estados Unidos no curto prazo. Para quem acompanha a Vale (VALE3), a pergunta natural é: hora de comprar ou vender?
Parte da alta é técnica, mas há um componente estrutural que merece atenção. O cobre é peça-chave na transição energética, na construção de data centers, em carros elétricos e em usinas renováveis. Essa demanda não é passageira: deve continuar beneficiando os produtores do metal por bastante tempo.
Entre esses produtores está a Vale, que tem a meta de dobrar a produção de cobre até 2035, chegando a 700 mil toneladas por ano. Na nossa visão, há um duplo benefício nessa estratégia. O mais óbvio é vender um produto com preços cada vez maiores e mais rentáveis. O menos óbvio é a mudança de perfil: quanto mais o cobre ganha participação nos resultados, mais o múltiplo tende a se afastar do de uma mera produtora de minério de ferro, que negocia entre 4 e 5 vezes o EV/Ebitda, e se aproximar dos patamares de produtoras de cobre, entre 7 e 8 vezes.
Por esses motivos, a Vale é uma das nossas escolhidas para a Carteira Mensal de Dividendos. Para o investidor de longo prazo, o movimento do cobre reforça a tese de diversificação da mineradora, mas a decisão de comprar ou vender deve considerar o horizonte de vida e os objetivos da família, não apenas a oscilação do dia.
Se você está construindo uma carteira de dividendos, o momento pede análise do papel no conjunto, não reação à máxima histórica. como montar uma carteira de dividendos Vale (VALE3) paga dividendos em 2025?