CBA (CBAV3) reverte prejuízo e lucra R$ 410 milhões no 2T26
A Companhia Brasileira de Alumínio (CBA), listada sob o ticker CBAV3, encerrou o segundo trimestre de 2026 com lucro líquido de R$ 410 milhões. O número reverte o prejuízo de R$ 73 milhões registrado no mesmo período de 2025 e representa alta de 20% ante os R$ 341 milhões do primeiro trimestre.
A receita líquida consolidada alcançou R$ 2,5 bilhões entre abril e junho, crescimento de 28% na comparação anual e de 11% frente aos três primeiros meses do ano. Segundo a companhia, o avanço refletiu principalmente a valorização do alumínio na Bolsa de Metais de Londres (LME), o aumento dos volumes vendidos e o desempenho do segmento de energia.
Por que o lucro da CBA disparou no 2T26?
O preço médio do alumínio na LME atingiu US$ 3.571 por tonelada no trimestre, aumento de 46% na comparação anual. A CBA afirmou que o patamar foi sustentado por restrições de oferta, baixos estoques globais e pelos impactos do conflito no Oriente Médio.
Esse cenário de preços elevados foi decisivo para o resultado. Quem acompanha o setor há anos sabe que a cotação internacional do metal é o principal vetor de margem para produtores como a CBA. Quando a LME sobe, o efeito aparece direto no Ebitda.
Ebitda recorde e margem em expansão
O Ebitda (Lucro Antes dos Juros, Impostos, Depreciação e Amortização) ajustado somou R$ 705 milhões, alta de 273% ante os R$ 189 milhões de um ano antes e de 51% em relação ao primeiro trimestre. Foi o maior resultado da história da companhia. A margem Ebitda ajustada avançou de 9% para 27% na comparação anual.
O resultado ainda contou com R$ 64 milhões em dividendos recebidos de empresas não consolidadas do negócio de energia, classificados como ajuste ao Ebitda.
Vendas e produção em alta
As vendas de alumínio totalizaram 131 mil toneladas, crescimento de 10% em um ano e de 7% na comparação trimestral. No segmento de alumínio primário, o volume vendido avançou 20%, para 73 mil toneladas, com os produtos de maior valor agregado representando 82% do mix.
A produção de alumínio líquido atingiu o recorde de 94 mil toneladas, alta anual de 9%. O custo médio de produção do alumínio líquido caiu 2% na comparação anual e 1% frente ao trimestre anterior, para R$ 11.891 por tonelada. A companhia afirmou que a redução trimestral foi impulsionada pelos menores custos de energia elétrica, alumina e outros insumos variáveis.
O custo dos produtos vendidos somou R$ 2,007 bilhões, crescimento de 1% em relação ao segundo trimestre de 2025. De acordo com a CBA, o aumento ocorreu principalmente pelo maior volume de vendas, apesar da redução do custo de produção por tonelada.
Resultado financeiro e dívida
O resultado financeiro líquido ficou positivo em R$ 41 milhões, ante resultado negativo de R$ 2 milhões um ano antes. A companhia atribuiu a melhora aos novos derivativos contratados, ao aumento da rentabilidade das aplicações financeiras e à capitalização de juros relacionados aos projetos em andamento.
A dívida bruta encerrou junho em R$ 4,3 bilhões, praticamente estável ante os R$ 4,354 bilhões de março e acima dos R$ 3,751 bilhões de um ano antes. A dívida líquida, porém, recuou 10% na comparação trimestral e 19% em um ano, para R$ 2,801 bilhões, favorecida pelo aumento do caixa e das aplicações financeiras para R$ 1,865 bilhão.
Alavancagem em queda
Com a melhora do Ebitda e a redução da dívida líquida, a alavancagem caiu para 1,68 vez a relação entre dívida líquida e Ebitda ajustado dos últimos 12 meses, ante 2,71 vezes em março e 2,29 vezes em junho de 2025. A companhia informou ainda que 90% da dívida está denominada em dólares e que 57% do endividamento está associado a financiamentos sustentáveis.
Investimentos e perspectivas
Os investimentos somaram R$ 136 milhões no trimestre, queda de 31% na comparação anual e de 26% frente ao primeiro trimestre. Do total, 66% foram destinados à manutenção dos ativos e 24% à reforma de fornos.
O resultado do 2T26 mostra uma companhia em momento de inflexão positiva, mas o investidor deve acompanhar a evolução dos preços do alumínio na LME e o comportamento da dívida em dólar, que pode pressionar o resultado financeiro em cenários de câmbio desfavorável.
Perguntas Frequentes
A CBA (CBAV3) pagou dividendos no 2T26?
A fonte não informa pagamento de dividendos pela CBA no período. O resultado de R$ 64 milhões em dividendos recebidos refere-se a empresas não consolidadas do negócio de energia, não a proventos distribuídos aos acionistas da companhia.
Qual foi a receita da CBA no 2T26?
A receita líquida consolidada da CBA foi de R$ 2,5 bilhões entre abril e junho de 2026, alta de 28% em relação ao mesmo período de 2025.
O que explica o Ebitda recorde da CBA?
O Ebitda ajustado de R$ 705 milhões foi o maior da história da companhia, impulsionado pela valorização do alumínio na LME, pelo aumento dos volumes vendidos e pelo desempenho do segmento de energia, além de R$ 64 milhões em dividendos de não consolidadas.
A dívida da CBA aumentou ou diminuiu?
A dívida bruta ficou praticamente estável em R$ 4,3 bilhões, mas a dívida líquida recuou 19% em um ano, para R$ 2,801 bilhões, com a alavancagem caindo para 1,68 vez.
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