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Casas Bahia (BHIA3): Itaú BBA retoma cobertura com market perform e preço-alvo de R$ 1

ResumoCasas Bahia (BHIA3) recebeu retomada de cobertura do Itaú BBA com recomendação market perform e preço-alvo de R$ 1 para 2027. A análise aponta ganhos microeconômicos na operação da varejista, mas destaca riscos macroeconômicos, como juros elevados, que podem restringir a recuperação financeira da empresa.

O Itaú BBA retomou a cobertura da Casas Bahia (BHIA3) com recomendação market perform e preço-alvo de R$ 1 para 2027. A equipe vê ganhos no micro, mas alerta para os riscos macroeconômicos, como juros elevados, que podem limitar a recuperação da varejista.

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Casas Bahia (BHIA3): Itaú BBA retoma cobertura com market perform e preço-alvo de R$ 1
Foto: Viva Capital · Casas Bahia (BHIA3): Itaú BBA retoma cobertura com market perform e preço-alvo de R$ 1 · 29 jul 2026

Casas Bahia (BHIA3): Itaú BBA retoma cobertura com ganhos no micro, mas "dores" no macro; hora de comprar?

O Itaú BBA retomou a cobertura para a Casas Bahia (BHIA3) com recomendação market perform (equivalente à neutra) e preço-alvo de R$ 1 para o fim de 2027, em uma base totalmente diluída. A equipe de analistas liderada por Rodrigo Gastim vê no atual cenário da varejista ganhos do lado micro, enquanto a macroeconomia permanece como o principal obstáculo.

O que mudou no micro da Casas Bahia?

A conversão de dívida em ações redefiniu a estrutura de capital da empresa de uma só vez. A companhia desalavancou suas operações por meio de sua recuperação extrajudicial de 2024, que reduziu a dívida bruta em aproximadamente R$ 3 bilhões entre o primeiro trimestre daquele ano e o quarto trimestre de 2025, por meio do reperfilamento de dívidas bancárias e debêntures conversíveis, detidas principalmente por Bradesco e Banco do Brasil e, posteriormente, pela Mapa Capital.

Como resultado, a companhia agora possui cerca de R$ 2,4 bilhões em dívida bruta. O montante era de aproximadamente R$ 1 bilhão no 4T25, mas posteriormente cresceu cerca de R$ 1,4 bilhão, impulsionado por novas captações via debêntures. A companhia possui ainda 1,2 bilhão de ações totalmente diluídas.

Margem Ebitda: recuperação impressionante

A recente recuperação da companhia foi "impressionante" na avaliação do BBA, com a margem Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) dos últimos 12 meses aumentando de aproximadamente 0,6% em 2023 para cerca de 5,3% no primeiro trimestre deste ano (ex-IFRS 16).

Esse movimento é consequência da revisão estratégica, focada na racionalização do portfólio de produtos, otimização das lojas, maior ênfase no negócio de crédito próprio, que é mais rentável, e parcerias relevantes com marketplaces, incluindo os acordos anunciados recentemente com Mercado Livre, Amazon e Shopee.

Parcerias com marketplaces: o motor do online

"Em apenas alguns meses, estimamos que essas parcerias já representem mais de 5% do GMV (volume bruto de mercadorias) total e 10% do GMV online (ou cerca de R$ 2 bilhões por ano)", diz a casa.

A primeira delas foi anunciada com o Mercado Livre em novembro de 2025, seguida por acordos com a Amazon em março deste ano e Shopee, em abril. Ainda que esses canais tenham uma taxa de comissão (take rate), a visão é que os benefícios de geração de tráfego mais do que compensam os custos de aquisição de clientes, resultando em margens Ebitda maiores.

O macro trava a história

"Acreditamos que essa história de criação de valor de baixo para cima é sustentável. Nossa postura mais cautelosa decorre principalmente do cenário macroeconômico. O Grupo Casas Bahia continua fortemente exposto a categorias discricionárias de maior valor, altamente dependentes do crédito ao consumidor", dizem os analistas.

Para o BBA, um ambiente prolongado de juros elevados pode continuar reprimindo a demanda, ao mesmo tempo em que aumenta os custos de captação da operação de crédito, limitando a aceleração da receita.

Sensibilidade aos juros: cada 100 bps conta

O Itaú BBA aponta a Casas Bahia como uma das histórias mais claramente sensíveis aos juros na cobertura da casa. Cada redução de 100 pontos-base na Selic aumentaria o fluxo de caixa livre da Casas Bahia em cerca de R$ 200 milhões, ressaltando a significativa sensibilidade da companhia ao ciclo de juros.

"A Casas Bahia está entre as empresas com maior exposição ao ciclo de juros brasileiro dentro de nosso universo de cobertura. Consequentemente, a evolução da curva de juros será um fator crítico para futuras revisões para cima de nossas projeções de fluxo de caixa", ponderam os analistas.

Crédito ao consumidor: alavanca com limites

O crédito ao consumidor também é destacado pelo BBA como uma poderosa alavanca de crescimento. Os custos de captação da operação de crédito próprio (CDCI) já caíram de 150% para 120% do CDI para novas emissões, embora os benefícios devam levar algum tempo para se materializar, dado o prazo médio de aproximadamente 14 meses da carteira.

A atual carteira de crédito é de R$ 6,3 bilhões e o BBA pontua que o espaço é limitado para uma aceleração adicional no curto prazo, em meio a um ambiente macroeconômico difícil e ao aumento do risco de inadimplência, especialmente nas regiões Norte e Nordeste.

O que esperar daqui para frente?

A principal perspectiva para avaliar a companhia daqui para frente é a geração de caixa, diz o BBA. Após o reperfilamento da dívida executado, o foco agora se volta para a evolução do fluxo de caixa livre. análise de fluxo de caixa para varejistas

Perguntas Frequentes

Qual a recomendação do Itaú BBA para Casas Bahia (BHIA3)?

O Itaú BBA retomou a cobertura com recomendação market perform (neutra) e preço-alvo de R$ 1 para o fim de 2027.

O que impulsionou a recuperação da Casas Bahia?

A recuperação extrajudicial de 2024 reduziu a dívida bruta em R$ 3 bilhões, e a revisão estratégica focou em racionalização de portfólio, otimização de lojas e parcerias com marketplaces.

Quais são os principais riscos para a Casas Bahia?

O ambiente de juros elevados, que pressiona a demanda e os custos de captação, além do risco de inadimplência.

Como as parcerias com marketplaces impactam a Casas Bahia?

As parcerias com Mercado Livre, Amazon e Shopee representam mais de 5% do GMV total e 10% do GMV online, gerando tráfego e melhorando margens.

Qual a sensibilidade da Casas Bahia à Selic?

Cada redução de 100 pontos-base na Selic aumentaria o fluxo de caixa livre em cerca de R$ 200 milhões.

“O Itaú BBA retomou a cobertura da Casas Bahia (BHIA3) com recomendação market perform e preço-alvo de R$ 1 para 2027. A equipe vê ganhos no micro, mas alerta para os riscos macroeconômicos, como juros…”
Adriana Buarque · Editor(a) Investimentos · Viva Capital PRO
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