O café arábica disparou na ICE nesta segunda-feira, com alta de 5,9%, a US$3,4165 por libra-peso, após atingir a maior cotação em seis semanas, de US$3,4255. O primeiro vencimento chegou a US$3,7795, o preço mais alto desde janeiro. Os estoques certificados pela ICE continuam caindo e agora estão próximos da mínima de 26 anos.
O período de notificação de entrega do primeiro contrato começou com volumes reduzidos, segundo o corretor e consultor Mike Nugent. "O mercado de curto prazo enviou uma mensagem clara: o café disponível em algum lugar não é necessariamente café disponível aqui, agora, em condições de entrega", disse ele. O mercado invertido precifica melhora na oferta no futuro, mas corretores questionam a rapidez do transporte dos países produtores aos consumidores.
Para o futuro, a pesquisa da Reuters projeta queda de 8,8% nos preços do arábica até o final de 2026, com excedente de mercado para 2026/27 devendo subir de 1,7 milhão para 8,2 milhões de sacas. O robusta subiu 5,1%, para US$3.802 a tonelada.
O açúcar bruto fechou em alta de 0,2%, a 17,65 centavos por libra-peso, após máxima de 18,26 centavos na quinta-feira, quando a Índia anunciou importação isenta de impostos de 1 milhão de toneladas. A corretora Admis afirmou que os futuros subiram 27% em três semanas, levando a correção moderada, com rumores de vendas de hedge no Brasil. Na Índia, a Associação Indiana de Usinas de Açúcar atribuiu a alta a compras especulativas, não a escassez real.
As chuvas diminuíram no Brasil, acelerando a colheita, segundo o corretor Michael McDougall. O Mars reduziu previsões de rendimento da beterraba sacarina para 2026 em 11%, para 72,2 toneladas/ha. O açúcar branco caiu 2,8%, para US$535,90 por tonelada.
O cacau em Londres caiu 0,6%, para £4.298 por tonelada, e em Nova York, 1,5%, para US$5.945. O analista Lucca Bezzon, da StoneX, citou correção técnica, com Gana e Costa do Marfim antecipando a safra em um mês. "O foco continua na nova safra 2026/27", disse, com volumes possivelmente 10% abaixo do ciclo anterior.