# Brava Energia (BRAV3) anuncia renúncia no conselho de administração

> Brava Energia (BRAV3) anunciou a renúncia de Julián Fernando Lemos Valero ao cargo de membro efetivo do Conselho de Administração. A saída ocorre em meio a mudanças administrativas na Ecopetrol, controladora da junior oil. A companhia não detalhou substituição imediata ou impacto operacional decorrente da decisão.

*Viva Capital · Investimentos · 31 de agosto de 2026 · Henrique Salomão*

A Brava Energia (BRAV3) anunciou nesta sexta-feira (28) a renúncia de Julián Fernando Lemos Valero ao cargo de membro efetivo do Conselho de Administração. A saída ocorre em meio a mudanças administrativas na Ecopetrol, controladora da junior oil.

A Brava Energia (BRAV3) anunciou nesta sexta-feira (28) a renúncia de Julián Fernando Lemos Valero ao cargo de membro efetivo do Conselho de Administração. Segundo a companhia, a saída do executivo deve-se às mudanças administrativas em curso na Ecopetrol, controladora da junior oil desde agosto. Em comunicado ao mercado na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a Brava afirmou: "A companhia agradece ao Sr. Julián e expressa votos de contínuo sucesso em sua trajetória profissional".

O movimento ocorre cerca de 10 dias depois de a colombiana, que assumiu o controle em agosto, realizar mudanças no alto escalão. No último dia 19, renunciaram Mateus Tessler, Ricardo de Queiroz Galvão e Henrique de Queiroz Galvão. Para seus lugares, foram eleitos Catalina Velázquez Gil, Camilo Alfonso Barco e Julián Lemos Valero, que agora está de saída. Com isso, o colegiado passou a ser composto por Alexandre Marcelo Marques Cruz, Richard Kehrer Kovacs, Harley Lorentz Scardoelli, André Marcelo da Silva Prado, Carlos Alberto Pereira de Oliveira, Catalina Velázquez Gil, Camilo Alfonso Barco e, até aquele momento, Julián Lemos Valero.

Na última terça-feira (25), a Ecopetrol realizou uma teleconferência com investidores e analistas, a primeira após assumir o controle, para detalhar os próximos passos para a Brava. Segundo analistas, a colombiana apresentou um plano de criação de valor, com metas de curto prazo, até o final de 2026, concentradas no fortalecimento da estrutura de governança, sem mencionar mudanças específicas, apenas afirmando que avalia oportunidades nesse tema. O plano é integrar a Brava ao ciclo de planejamento e reporte da Ecopetrol, respeitando os acionistas minoritários, que detêm 49% de participação, e alinhando planos de negócios e decisões de alocação de capital. A Ecopetrol também afirmou que avalia potenciais fusões com seus ativos existentes no Brasil para obter sinergias, sem decisão tomada. Além disso, a controladora destacou que fechar o capital da Brava não é uma possibilidade atualmente considerada, já que a administração está 'confortável' com a permanência da junior oil listada no Brasil.

Na avaliação de analistas, os comentários permaneceram relativamente preliminares, com poucos detalhes adicionais sobre o plano estratégico e foco no curto prazo em integração e continuidade operacional. Para o BTG Pactual, a governança continua sendo uma "importante incerteza". "A falta de clareza em relação a futuras mudanças na administração, à possível integração com os ativos brasileiros existentes da Ecopetrol, às prioridades de alocação de capital e até mesmo à metodologia de consolidação contábil significa que vários elementos importantes da tese de criação de valor permanecem indefinidos", avaliam Daniel Guardiola, Álvaro Leyva e Juan Sanchez. Na mesma linha, os analistas do Bank of America (BofA) afirmaram que a reunião forneceu "poucos detalhes adicionais" sobre a aquisição. "A visibilidade sobre a alocação de capital e a composição do Conselho de Administração da Brava também permanece limitada. A própria Ecopetrol parece ainda estar desenvolvendo uma compreensão mais profunda da Brava, o que pode levar meses", afirmam Leonardo Marcondes, Caio Ribeiro e Nicolas Barros.

Nesta semana, a agência de classificação de risco Fitch também elevou as notas de crédito em moedas estrangeira e local da Brava Energia de "BB-" para "BB" e a nota nacional de "AA-(bra)" para "AA+(bra)", com perspectiva estável. Para nós, que acompanhamos o movimento de integração, a recomposição do conselho é um sinal de que a Ecopetrol está ajustando a governança para alinhar a Brava aos seus padrões. O horizonte de curto prazo aponta para mais mudanças, mas a permanência da listagem no Brasil e o respeito aos minoritários indicam que a transição deve ser gradual.

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Fonte (canonical): https://vivacapital.com.br/investimentos/brava-energia-brav3-anuncia-nova-mudanca-conselho-administracao/
