O bitcoin (BTC) é negociado pouco abaixo da faixa dos US$ 80 mil nesta segunda-feira (7), com perda de 0,7% nas últimas 24 horas, segundo dados da plataforma Coingecko. No acumulado da semana, a principal criptomoeda do mundo sobe 0,4%, enquanto em 30 dias registra avanço de 21,7%.
De forma geral, o mercado de criptoativos opera sem direção definida, com investidores à espera de variáveis macroeconômicas. Na próxima semana, o foco está nos dados de inflação dos Estados Unidos, que podem calibrar as expectativas para uma alta de juros pelo Federal Reserve (Fed) ainda neste mês. Na quinta-feira (10), sai o índice de preços ao produtor (PPI); na sexta-feira (11), o índice de preços ao consumidor (CPI).
Por ora, a ferramenta Fed Watch, do CME Group, indica 59,4% de probabilidade de alta de juros pelo Fed na reunião de setembro. O chamado "índice do medo e ganância", que mede o sentimento dos investidores no setor, marca 74 pontos, classificando o mercado em estado de "ganância". Na semana passada, o indicador estava em 75.
O índice varia de 0 (medo extremo) a 100 (ganância extrema). Níveis muito baixos costumam indicar venda excessiva; patamares elevados, por outro lado, frequentemente antecedem movimentos de correção. É um termômetro do apetite por risco no mercado cripto.
Entre os principais ativos digitais, o ethereum (ETH) permaneceu estável nas últimas 24 horas, com alta de 0,7% em sete dias. Já o XRP, token de pagamentos internacionais da Ripple, apresenta queda de 1% no dia e ganho de 0,8% na semana.
Para quem acompanha o mercado, a leitura é de cautela: o bitcoin segue sensível aos próximos indicadores americanos. Se o CPI vier acima do esperado, a chance de alta de juros cresce, e o apetite por risco tende a diminuir. Antes de qualquer decisão, vale acompanhar os dados oficiais e, se for o caso, conversar com um assessor.
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