O bitcoin (BTC) negocia perto da faixa dos US$ 80 mil na manhã deste domingo (6), com ganho de 0,1% nas últimas 24 horas, segundo dados da plataforma Coingecko. No acumulado da semana, a principal criptomoeda do mundo sobe 1,3%; em 30 dias, o avanço chega a 22,3%. O movimento ocorre em um mercado de criptoativos com ligeira alta, enquanto investidores aguardam variáveis macroeconômicas dos Estados Unidos.
Na próxima semana, o foco está nos dados de inflação americanos. Na quinta-feira (10), sai o índice de preços ao produtor (PPI); na sexta-feira (11), o índice de preços ao consumidor (CPI). Esses números podem calibrar as expectativas para uma alta nos juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) ainda neste mês. A ferramenta Fed Watch, do CME Group, indica probabilidade de 59,4% de elevação na reunião de setembro.
O chamado "índice do medo e ganância", que mede o sentimento dos investidores no mercado cripto, marca 74 pontos (ganância), ante 75 na semana passada. O indicador varia de 0 (medo extremo) a 100 (ganância extrema). Na prática, níveis muito baixos podem sinalizar venda excessiva; patamares elevados costumam anteceder correções.
Entre os principais ativos digitais, o ethereum (ETH) subiu 1,4% nas últimas 24 horas, com variação positiva de 1% em sete dias. Já o XRP, token de pagamentos internacionais da Ripple, apresenta avanço de 0,1% no dia e alta de 1% na semana. o que é ethereum como investir em criptomoedas
O cenário para os próximos dias depende diretamente dos números de inflação nos EUA. Se o CPI vier acima do esperado, a chance de alta de juros pelo Fed ganha força, o que tende a pressionar ativos de risco como criptomoedas. Caso contrário, o apetite pode se manter, sustentando o bitcoin na faixa atual. Por ora, o mercado opera com cautela, mas sem sinais de reversão brusca.