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BDRs: BTG troca ações e reforça aposta em Alphabet na carteira de setembro

ResumoO BTG Pactual alterou a carteira recomendada de BDRs para setembro, substituindo Meta por Exxon Mobil e Johnson & Johnson por Walmart. A posição em Alphabet foi reforçada, refletindo o potencial da empresa como vencedora na corrida de inteligência artificial. A nova seleção prioriza setores de energia, consumo e tecnologia, mantendo exposição a ativos americanos via recibos de ações negociados na B3.

O BTG Pactual ajustou sua carteira de BDRs para setembro: trocou Meta por Exxon Mobil e Johnson & Johnson por Walmart, além de reforçar posição em Alphabet, uma das principais vencedoras da IA.

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BDRs: BTG troca ações e reforça aposta em Alphabet na carteira de setembro
Foto: Viva Capital · BDRs: BTG troca ações e reforça aposta em Alphabet na carteira de setembro · 02 set 2026

O BTG Pactual anunciou novas mudanças em sua carteira recomendada de ações internacionais para setembro, composta por Brazilian Depositary Receipts (BDRs). As alterações incluem a substituição de Meta por Exxon Mobil, a troca de Johnson & Johnson por Walmart e o aumento da exposição à Alphabet. O movimento busca equilibrar riscos e oportunidades em um cenário de incertezas.

A saída da Meta reflete a intenção de reduzir o duration da carteira. Apesar de reconhecer o potencial da companhia em publicidade digital e IA, o banco vê maior escrutínio regulatório sobre a empresa. Já a Exxon Mobil combina valuation mais descontado e maior geração de caixa, negociando a cerca de 13 vezes os lucros estimados para 2027. Essa troca sinaliza preferência por empresas com fundamentos mais sólidos no curto prazo.

No segmento defensivo, o banco optou por Walmart em vez de Johnson & Johnson. A avaliação é que a valorização de cerca de 22% da J&J em 2026 e o valuation próximo de 30 vezes o lucro reduziram a margem de segurança da tese. O Walmart, por outro lado, mantém características defensivas e apresenta catalisadores de crescimento, com avanço de 23% no e-commerce global, 38% na receita de publicidade e 17% nas receitas de memberships. Para quem planeja o longo prazo, essa escolha reforça a importância de olhar além do preço atual.

Para compensar o movimento mais defensivo, o BTG aumentou a posição em Alphabet, considerada uma das principais vencedoras do ciclo de investimentos em IA. A companhia reúne exposição a modelos de IA, chips proprietários e computação em nuvem, além de negociar a cerca de 16 vezes o lucro estimado, um desconto de aproximadamente 28% ante sua média dos últimos cinco anos. Quando avaliamos oportunidades, lembramos que planejar cedo é o juro mais barato que existe: entender o valuation hoje pode evitar arrependimentos amanhã.

Essas mudanças mostram como o BTG ajusta a carteira para lidar com diferentes cenários. Para investidores, o recado é acompanhar as escolhas e verificar se elas se alinham aos objetivos familiares de longo prazo. O primeiro passo, como sempre, é revisar o próprio portfólio e decidir com base no horizonte de vida, não em modismos.

“O BTG Pactual ajustou sua carteira de BDRs para setembro: trocou Meta por Exxon Mobil e Johnson & Johnson por Walmart, além de reforçar posição em Alphabet, uma das principais vencedoras da IA.”
Henrique Salomão · Editor(a) Investimentos · Viva Capital PRO
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