O Morgan Stanley ajustou sua carteira de alocação no Brasil antes das eleições de outubro. O banco adotou postura mais defensiva e incluiu a ação da Suzano (SUZB3) para aumentar a exposição a empresas com receitas em dólar, como proteção eleitoral. Em contrapartida, o Banco do Brasil (BBAS3) deixou o portfólio, e as posições em XP (XPBR31) e B3 (B3SA3) foram reduzidas.
A decisão reflete cautela com a relação risco e retorno no mercado brasileiro. O banco cita desaceleração econômica doméstica, preocupações fiscais persistentes e incerteza sobre a continuidade de políticas como fatores que elevam os riscos de queda, principalmente em setores mais expostos à economia local. Por isso, rebaixou a recomendação para ações brasileiras de overweight (compra) para equal-weight (neutro).
Sobre a Suzano, o Morgan Stanley destaca que a analista de papel e celulose Julia Rizzo tem recomendação overweight para o papel. A avaliação é que o baixo custo de produção da companhia ajudará a manter a lucratividade em um cenário de mercado mais pressionado.
A Copel (CPLE3) também saiu da carteira. O banco justifica que vê menos catalisadores após desenvolvimentos positivos recentes, como o leilão de capacidade de reserva e a revisão tarifária. Na visão do Morgan Stanley, a companhia agora entra em fase de execução nos próximos trimestres.
Ainda segundo o banco, é cedo para assumir postura mais baixista. Existe potencial de valorização relevante se houver mudança de política que melhore a credibilidade fiscal, abra espaço para juros mais baixos e favoreça transição mais suave para recuperação liderada por investimentos. carteira de ações defensivas impacto das eleições no mercado
Risco antes de retorno: mudanças em carteiras de bancos internacionais não são recomendação de compra ou venda. Cada investidor deve avaliar seu horizonte e tolerância. A diversificação segue sendo a principal proteção contra a volatilidade eleitoral.