# BB (BBAS3) sai, Suzano (SUZB3) entra: Morgan Stanley ajusta carteira

> Morgan Stanley ajustou a carteira de ações brasileiras antes das eleições de outubro, com a entrada de Suzano (SUZB3) e a saída de BB (BBAS3) e Copel (CPLE3). O banco rebaixou a recomendação para overweight a equal-weight. A mudança reflete realocação setorial, priorizando exposição a papel e celulose sobre bancos e utilities.

*Viva Capital · Investimentos · 27 de agosto de 2026 · Eduardo Tannous*

O Morgan Stanley ajustou sua carteira de ações no Brasil antes das eleições de outubro: Suzano (SUZB3) entra, BB (BBAS3) e Copel (CPLE3) saem. Banco rebaixa recomendação para overweight a equal-weight.

O Morgan Stanley ajustou sua carteira de alocação no Brasil antes das eleições de outubro. O banco adotou postura mais defensiva e incluiu a ação da Suzano (SUZB3) para aumentar a exposição a empresas com receitas em dólar, como proteção eleitoral. Em contrapartida, o Banco do Brasil (BBAS3) deixou o portfólio, e as posições em XP (XPBR31) e B3 (B3SA3) foram reduzidas.

A decisão reflete cautela com a relação risco e retorno no mercado brasileiro. O banco cita desaceleração econômica doméstica, preocupações fiscais persistentes e incerteza sobre a continuidade de políticas como fatores que elevam os riscos de queda, principalmente em setores mais expostos à economia local. Por isso, rebaixou a recomendação para ações brasileiras de overweight (compra) para equal-weight (neutro).

Sobre a Suzano, o Morgan Stanley destaca que a analista de papel e celulose Julia Rizzo tem recomendação overweight para o papel. A avaliação é que o baixo custo de produção da companhia ajudará a manter a lucratividade em um cenário de mercado mais pressionado.

A Copel (CPLE3) também saiu da carteira. O banco justifica que vê menos catalisadores após desenvolvimentos positivos recentes, como o leilão de capacidade de reserva e a revisão tarifária. Na visão do Morgan Stanley, a companhia agora entra em fase de execução nos próximos trimestres.

Ainda segundo o banco, é cedo para assumir postura mais baixista. Existe potencial de valorização relevante se houver mudança de política que melhore a credibilidade fiscal, abra espaço para juros mais baixos e favoreça transição mais suave para recuperação liderada por investimentos. carteira de ações defensivas impacto das eleições no mercado

Risco antes de retorno: mudanças em carteiras de bancos internacionais não são recomendação de compra ou venda. Cada investidor deve avaliar seu horizonte e tolerância. A diversificação segue sendo a principal proteção contra a volatilidade eleitoral.

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Fonte (canonical): https://vivacapital.com.br/investimentos/bb-bbas3-sai-suzano-suzb3-entra-morgan-stanley-escala-acoes-passar-por-piora-bra/
