O JPMorgan revisou a ação do Banco do Brasil (BBSA3) e cortou o preço-alvo de R$ 24 para R$ 22, mantendo a recomendação neutra. A casa entrou na fila de revisões após Bank of America e XP na semana passada e Itaú BBA nesta quarta-feira (16). O banco americano não vê solução no curto prazo: o papel deve continuar andando de lado.
Segundo o JPMorgan, a volatilidade do cenário eleitoral justifica postura equilibrada. Nas últimas semanas, o BB avançou mais de 20% em meio ao rali eleitoral, animado pela expectativa de uma possível vitória de Flávio Bolsonaro.
O lucro projetado para 2026 é de R$ 16,879 bilhões, com ROE de 9%. Para 2027, a estimativa é de R$ 23,524 bilhões, 12% menor do que o calculado antes, com ROE perto de 12%. O JPMorgan cita maiores despesas com provisões e o forte aumento na inadimplência no cartão de crédito no segundo trimestre.
A casa também aponta menor resultado de margem financeira (NII) com o mercado e receitas mais fracas em participações societárias, especialmente da BB Seguridade (BBSE3). A empresa tem sofrido com corte de analistas em meio ao momento fraco do agronegócio e outros riscos.
Eu acompanho renda fixa há anos e aprendi que entender o juro é metade do investimento. Quando a Selic cai, o custo de oportunidade muda e o investidor conservador precisa comparar liquidez e prazo antes de decidir. Um CDB de 2027 e um título do Tesouro com vencimento semelhante podem ter comportamentos diferentes se a Selic surpreender. Para quem prioriza segurança, a renda fixa segue sem susto, mesmo com a volatilidade das ações. Tesouro Direto 2026