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Banco do Brasil (BBAS3): MP de dívidas rurais é ponte para recuperação, mas 2T26 é desafiador, diz BTG

ResumoO BTG Pactual avalia que a Medida Provisória 1.376/2026 representa uma ponte para a recuperação gradual do Banco do Brasil (BBAS3). O segundo trimestre de 2026 permanece desafiador para a instituição, com provisões elevadas e perdas de crédito no teto do guidance.

O BTG Pactual avalia que a MP 1.376/2026 é uma ponte para a recuperação gradual do Banco do Brasil (BBAS3), mas o segundo trimestre de 2026 ainda deve ser desafiador, com provisões elevadas e perdas de crédito no teto do guidance.

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Foto: Viva Capital · Itaú (ITUB4), Axia (AXIA3) e outras 8 ações para julho, segu · 23 jul 2026

MP de dívidas rurais: uma ponte para a recuperação do Banco do Brasil (BBAS3)

O BTG Pactual avalia que a Medida Provisória 1.376/2026 é uma ponte para a recuperação gradual do Banco do Brasil (BBAS3), mas o segundo trimestre de 2026 ainda deve ser desafiador. A iniciativa alivia a pressão sobre a carteira de crédito rural, mas os efeitos no balanço devem demorar a aparecer. O banco mantém recomendação neutra e preço-alvo de R$ 25 para a ação.

O que prevê a MP 1.376/2026 para o crédito rural?

Em relatório desta quinta (23), os analistas do BTG Pactual destacam que o Banco do Brasil confirmou ao mercado que iniciou os procedimentos para operacionalizar as linhas de renegociação de dívidas rurais previstas na MP. O programa é voltado a produtores afetados por eventos climáticos extremos ou pela queda dos preços agrícolas, mas sua implementação ainda depende de regulamentação complementar do Conselho Monetário Nacional (CMN) e do Ministério da Fazenda.

Para o BTG, a medida é positiva por reduzir a incerteza no setor e aliviar o fluxo de caixa dos produtores elegíveis, além de diminuir o risco moral, situação em que parte dos devedores vinha adiando pagamentos na expectativa de um programa de socorro do governo.

Por que o 2T26 ainda será desafiador?

A cautela se estende ao desempenho financeiro do Banco do Brasil. Na visão do BTG, o segundo trimestre de 2026 deve continuar pressionado, com despesas de provisão potencialmente em níveis semelhantes aos registrados no primeiro trimestre e perdas de crédito caminhando para o teto do guidance da instituição. Os analistas acreditam que um alívio mais relevante na demonstração de resultados deve começar a aparecer apenas a partir do quarto trimestre deste ano.

Quem pode aderir e quais as condições da renegociação?

Durante evento promovido pelo BTG no Rio de Janeiro, a administração do Banco do Brasil detalhou alguns pontos da medida. Segundo o BTG, poderão aderir ao programa produtores recentemente inadimplentes e também aqueles que já haviam prorrogado suas operações. As novas condições preveem juros entre 5% e 12% ao ano, prazo de até dez anos para pagamento e carência de até dois anos.

Qual o impacto esperado no balanço do Banco do Brasil?

O Banco do Brasil informou possuir aproximadamente R$ 100 bilhões em operações rurais prorrogadas, sendo R$ 62 bilhões na carteira de rolagem e R$ 38 bilhões vinculados à MP 1.314, além de cerca de R$ 30 bilhões em créditos inadimplentes. Ainda é cedo, porém, para estimar quanto desse montante poderá ser enquadrado na nova MP.

Para o BTG, os primeiros sinais de melhora devem aparecer por meio de uma menor necessidade de constituição de provisões. Além disso, contratos renegociados poderão voltar a gerar receitas com juros e, dependendo das garantias e da classificação de risco, permitir reversões de provisões.

Como o banco está se preparando para o futuro?

A administração também informou que vem endurecendo os critérios de concessão de crédito ao agronegócio, com aprimoramento dos modelos de risco, reforço das garantias e ampliação do uso da alienação fiduciária nas novas operações. Por enquanto, o Banco do Brasil manteve seu guidance para 2026. No entanto, o BTG pondera que o risco de uma revisão negativa continua existindo e deve voltar ao centro das atenções após a divulgação dos resultados do segundo trimestre.

Em relação ao capital, os analistas destacam que a MP 1.376 não deve trazer alívio direto aos indicadores da instituição. A estratégia do banco continua sendo fortalecer sua posição de capital por meio da geração orgânica de resultados e do crescimento em linhas de crédito com menor consumo de capital.

Perguntas Frequentes

O que é a MP 1.376/2026?

É uma Medida Provisória que prevê a renegociação de dívidas rurais para produtores afetados por eventos climáticos extremos ou queda dos preços agrícolas, com implementação dependente de regulamentação do CMN e do Ministério da Fazenda.

Qual a recomendação do BTG para BBAS3?

O BTG mantém recomendação neutra e preço-alvo de R$ 25 para a ação do Banco do Brasil.

Quando os efeitos da MP devem aparecer no balanço?

Segundo o BTG, um alívio mais relevante na demonstração de resultados deve começar a aparecer apenas a partir do quarto trimestre de 2026.

Quais as condições de renegociação das dívidas rurais?

As novas condições preveem juros entre 5% e 12% ao ano, prazo de até dez anos para pagamento e carência de até dois anos.

O Banco do Brasil pode revisar seu guidance para 2026?

O BTG pondera que o risco de uma revisão negativa continua existindo e deve voltar ao centro das atenções após a divulgação dos resultados do segundo trimestre.

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Patrícia Mendonça · Editor(a) Investimentos · Viva Capital PRO
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