A segunda semana de setembro foi marcada pelo protagonismo do Banco do Brasil (BBAS3), que apareceu entre os assuntos mais procurados pelos leitores do Money Times. Dois movimentos explicam o interesse: a recomendação de venda do Bank of America e o pagamento de remuneração complementar aos acionistas.
O Banco do Brasil (BBAS3) concentrou as atenções com a recomendação de venda do Bank of America, que fixou preço-alvo de R$ 20, e com o pagamento de remuneração complementar de R$ 0,105 por ação ordinária, já atualizada pela taxa Selic. A greve dos funcionários da Caixa, iniciada em 10 de setembro, também entrou no radar por afetar benefícios sociais e serviços bancários.
BofA recomenda vender BBAS3 com alvo de R$ 20
O Banco do Brasil ganhou com o rali eleitoral das últimas semanas, mas os riscos estão longe de serem dissipados. Em relatório da última terça-feira (8), o Bank of America reafirmou a recomendação de venda para o papel, com preço-alvo de R$ 20, antes em R$ 21. Com isso, o BofA espera que o papel caia 11%, considerando o último fechamento.
Na mesma semana, o Citi rebaixou a recomendação para as ações da BB Seguridade (BBSE3) de neutra para venda. A avaliação é de que os riscos envolvendo a renovação dos principais contratos da companhia são maiores do que o potencial de valorização dos papéis. O banco também reduziu o preço-alvo de R$ 36 para R$ 35 por ação, queda potencial de aproximadamente 17% em relação à cotação considerada no relatório.
Remuneração complementar e carteira de dividendos
O Banco do Brasil (BBAS3) comunicou na terça-feira (8) o valor da remuneração complementar aos acionistas referente ao 2º trimestre de 2026, já atualizado pela taxa Selic até a data do pagamento, marcado para 11 de setembro de 2026. Segundo o comunicado ao mercado, o valor bruto por ação ordinária BBAS3 é de R$ 0,102. Com a atualização, o montante sobe para R$ 0,105 por ação.
A XP Investimentos também ajustou sua carteira recomendada de dividendos para setembro. Entre as mudanças, os analistas elevaram o peso de Petrobras (PETR4) de 10% para 12,5%, com o intuito de aumentar a exposição ao setor de Óleo & Gás e reduzir a subalocação do portfólio frente ao Ibovespa.
Greve na Caixa afeta benefícios sociais
Funcionários da Caixa Econômica Federal entraram em greve por tempo indeterminado em todo o país na quinta-feira (10). Com a paralisação, surge a dúvida sobre o funcionamento de serviços do banco, o pagamento de benefícios sociais, as loterias, os canais digitais e o atendimento presencial nas agências.
Entre os programas citados na cobertura estão o Bolsa Família, o Pé-de-Meia, o Gás do Povo e os benefícios do INSS. Para quem acompanha o setor, o desfecho da paralisação e a renovação de contratos da BB Seguridade são os próximos pontos de atenção.