# Auren (AURE3) reduz prejuízo no 2º tri a R$ 379 milhões

> Auren (AURE3) registrou prejuízo líquido de R$ 379 milhões no segundo trimestre de 2024, valor inferior ao reportado no mesmo período do ano anterior. A redução das perdas foi impulsionada por ganhos de modulação de hidrelétricas e eólicas. O resultado reflete a estratégia operacional da companhia no setor elétrico brasileiro.

*Viva Capital · Investimentos · 05 de agosto de 2026 · Thiago Vasques*

A Auren (AURE3) reduziu o prejuízo no 2º trimestre a R$ 379 milhões, impulsionada por ganhos de modulação de hidrelétricas e eólicas. Entenda o impacto para o setor e para você.

## Auren (AURE3) reduz prejuízo no 2º trimestre a R$ 379 milhões, com ganhos de modulação

A Auren Energia (AURE3) reduziu o prejuízo no segundo trimestre e capturou ganhos financeiros relevantes com a modulação de seu portfólio de hidrelétricas e eólicas. A dinâmica deve se acentuar com a volatilidade de preços de energia no país, disseram executivos à Reuters.

A geradora, controlada por Votorantim e CPP Investments, divulgou prejuízo líquido de R$ 379,1 milhões entre abril e junho, 32,7% menor que a perda de R$ 562,9 milhões de um ano antes. O lucro operacional, medido pelo Ebitda ajustado, somou R$ 858,9 milhões, queda de 12,4% na base anual, explicada por menor geração eólica e resultado menor na comercialização.

## O que é modulação e por que ela importa para você

Modulação é a capacidade de uma usina gerar energia nos horários em que ela é mais cara, como fim da tarde e noite. Hidrelétricas e eólicas conseguem fazer isso, ao contrário das solares, que produzem quando os preços estão mais baixos. Essa vantagem virou estratégia central da Auren.

Os ganhos de modulação somaram R$ 70,5 milhões no trimestre, 75% acima do ano anterior. Isso ajudou a compensar os cortes de geração das eólicas e solares, um problema que afeta todo o setor renovável no Brasil.

## Ebitda cai, mas portfólio "funciona de fato"

O CEO Fabio Zanfelice afirmou à Reuters: "Esse efeito do portfólio como um todo está funcionando de fato. Deixou de ser aposta, deixou de ser ficção e expectativa, agora a gente vê de fato acontecendo." A fala reforça que a estratégia de combinar fontes com perfis horários complementares está gerando resultado concreto, não apenas promessa.

O diretor de RI, Marcelo Sá, projetou aceleração: "No ano passado, o total de modulação para o ano todo foi perto de R$ 200 milhões. Em 2026, em meio ano, a gente está quase nesse valor." Ou seja, a tendência é de ganhos crescentes conforme a volatilidade de preços aumenta.

## Preços de energia: o que esperar no 3º e 4º trimestres

A Auren espera preços em torno de R$ 150/megawatt-hora no terceiro trimestre, abaixo dos níveis do início do ano, apesar da volatilidade intradiária. No quarto trimestre, tudo dependerá do efeito do El Niño sobre o período úmido e as temperaturas.

Para quem acompanha o setor, isso significa: a queda de preços pode pressionar receitas, mas a modulação compensa parte do impacto. Não é cenário de alarme, mas também não é de euforia.

## Compensação por cortes de geração: R$ 300 milhões em jogo

Zanfelice disse que a Auren calcula ter direito a uma compensação retroativa de R$ 300 milhões pelos cortes de geração renovável. A empresa ainda avalia se aderirá à proposta do governo para ressarcimento. Quem quiser aderir precisa formalizar a intenção até 10 de agosto.

Esse valor, se confirmado, pode ser relevante para o caixa da companhia. Mas a decisão envolve avaliar condições e prazos, não há garantia de adesão.

## Baterias e alavancagem: próximos passos

A Auren pretende participar do leilão de baterias, mas só investirá se houver retorno adequado. "Nós não temos essa limitação em si (pela alavancagem), nosso olhar aqui é retorno", afirmou o CEO.

O índice de alavancagem, de 5,3 vezes ao final de junho, deve cair mais acentuadamente em 2027. O motivo: redução de investimentos, aumento do Ebitda, maiores preços médios em contratos e entrada em operação de novo parque eólico.

## O que isso significa para o investidor

A redução do prejuízo é positiva, mas o Ebitda caiu. A modulação é um diferencial real, porém depende de volatilidade de preços, que pode diminuir. A compensação de R$ 300 milhões é incerta até a adesão. E a alavancagem de 5,3 vezes ainda é alta, embora deva cair.

Cripto é tecnologia antes de ser aposta; só invista o que você aceita perder. O mesmo raciocínio vale para ações: não compre AURE3 só porque o prejuízo diminuiu. Analise o balanço completo, o cenário de preços de energia e o risco de novos cortes de geração.

## Guarde a chave privada: lição de segurança

Assim como em criptomoedas, onde a guarda da chave privada é essencial, em ações o cuidado está na diversificação e no horizonte de longo prazo. A Auren mostra avanço, mas o setor elétrico brasileiro segue exposto a variáveis climáticas e regulatórias.

## Perguntas Frequentes

### A Auren reduziu o prejuízo no 2º trimestre?

Sim, o prejuízo líquido foi de R$ 379,1 milhões, 32,7% menor que o do ano anterior.

### O que são ganhos de modulação?

São ganhos obtidos ao gerar energia em horários de preço mais alto, como fim da tarde e noite, usando hidrelétricas e eólicas.

### A Auren vai receber compensação por cortes de geração?

A empresa calcula ter direito a R$ 300 milhões, mas ainda avalia se aderirá à proposta do governo. O prazo para formalizar é 10 de agosto.

### Qual a expectativa de preços de energia para o 3º trimestre?

A Auren espera preços em torno de R$ 150/megawatt-hora, abaixo do início do ano, com volatilidade intradiária.

### A alavancagem da Auren é preocupante?

O índice era de 5,3 vezes ao final de junho, mas a companhia espera queda acentuada em 2027 com redução de investimentos e aumento do Ebitda.

como analisar ações de energia antes de investir entenda o que é Ebitda e como usá-lo na análise riscos de investir em empresas de energia renovável

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Fonte (canonical): https://vivacapital.com.br/investimentos/auren-aure3-reduz-prejuizo-2-trimestre-r-379-milhoes/
