# Até onde o rali eleitoral deve impulsionar o Ibovespa?

> O Ibovespa acumula 12 altas consecutivas e opera em 188 mil pontos, com o rali eleitoral impulsionando o índice. Analistas projetam suportes imediatos e avaliam a possibilidade de o benchmark atingir os inéditos 200 mil pontos, condicionado à manutenção do fluxo de capital e ao cenário político-econômico doméstico.

*Viva Capital · Investimentos · 03 de setembro de 2026 · Patrícia Mendonça*

O Ibovespa engata a 12ª alta consecutiva e opera nos 188 mil pontos, com o rali eleitoral impulsionando o índice. Analistas projetam próximos suportes e possível chegada aos inéditos 200 mil pontos.

O Ibovespa (IBOV) engata a 12ª alta consecutiva nesta quinta-feira (3) e opera no nível dos 188 mil pontos, o maior desde meados de abril, com o mercado precificando uma disputa mais acirrada entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) na corrida presidencial. Com o avanço recente, apoiado pelo rali eleitoral e pela retomada do capital estrangeiro, o IBOV acumula alta de 6,3% na primeira semana de setembro.

Até onde o Ibovespa vai? Segundo o BTG Pactual, o principal índice da bolsa brasileira confirmou uma forte reversão em V, com resposta compradora rápida após o IBOV operar cerca de 15% abaixo da média histórica. No gráfico diário, o price action reforça a dominância da ponta compradora, com máximas e mínimas mais altas, maior amplitude nos pregões de alta e candles com fechamentos próximos das máximas.

A dupla de analistas técnicos Lucas Costa e Gabriela Sporch destaca que o movimento ganhou força após o rompimento dos 180.600 pontos, antiga resistência formada no início de agosto e agora suporte. Os próximos suportes são 192.608, 198.184 e 199.273 pontos. Em cenário de aceleração, o IBOV pode atingir os inéditos 200 mil pontos.

Na mesma linha, o Itaú BBA considera que o índice pode voltar ao nível recorde dos 199 mil pontos no curto prazo, caso ultrapasse o suporte de 188.700 pontos. O analista técnico Lucas Piza avalia que o Ibovespa entrou em tendência de alta depois de muito tempo indefinido ou em baixa, abrindo espaço para compras em ativos que superarem resistências.

As pesquisas eleitorais começaram a movimentar o mercado doméstico a um mês das eleições, em meio a ruídos sobre a ligação entre o Caso Master e ministros do STF, com destaque para Alexandre de Moraes. Na quarta-feira (2), a Quaest mostrou Lula com 37% das intenções de voto no primeiro turno contra 29% de Flávio Bolsonaro, com empate técnico pela margem de 2 pontos. Em eventual segundo turno, Lula tem 42% e Flávio 41%, com diferença caindo de 3 para 1 ponto.

Hoje, a PoderData/Aya mostrou Flávio numericamente à frente: 45% contra 44% de Lula, margem de 1,8 ponto. É a primeira vez que o senador aparece à frente do petista nas projeções de primeiro turno desde maio. O acirramento reforçou a aposta em troca de governo em 2027. Marcos Bassani, economista e sócio-fundador da Boa Brasil Capital, avalia que investidores enxergam possível política econômica mais ortodoxa. O BB-BI afirma que o fluxo estrangeiro segue como principal balizador do apetite por risco no curto prazo.

No cenário técnico, o rali eleitoral encontra suporte em indicadores claros, mas a volatilidade tende a aumentar a dispersão dos retornos nas próximas semanas. Para quem acompanha o índice, o nível de 188.700 pontos é o primeiro gatilho de curto prazo, enquanto os 200 mil pontos dependem de aceleração consistente acima dos suportes intermediários.

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Fonte (canonical): https://vivacapital.com.br/investimentos/ate-onde-rali-eleitoral-deve-impulsionar-ibovespa/
