# Após fuga bilionária, estrangeiros voltam à bolsa brasileira

> A bolsa brasileira registrou ingresso líquido de R$ 3,2 bilhões de investidores estrangeiros na última semana, revertendo a fuga bilionária de agosto. O Ibovespa liderou o ranking global de altas no período. O movimento sinaliza retomada de confiança externa no mercado de ações do Brasil.

*Viva Capital · Investimentos · 31 de agosto de 2026 · Henrique Salomão*

Após debandada bilionária em agosto, estrangeiros voltaram à bolsa brasileira com R$ 3,2 bilhões na última semana. Ibovespa lidera alta global.

Depois da debandada bilionária nas primeiras semanas de agosto, os investidores estrangeiros voltaram a aportar recursos na bolsa brasileira. Segundo o Bank of America (BofA), os 'gringos' injetaram R$ 3,2 bilhões na última semana, revertendo parte dos quase R$ 22 bilhões retirados no mercado à vista no mês. No acumulado do ano, o saldo segue positivo em R$ 16 bilhões.

Com o alívio recente, o Ibovespa (IBOV), principal índice da bolsa, avançou 1,9% em dólares e 2,71% em termos nominais. O resultado colocou a B3 na liderança isolada entre as principais bolsas do mundo e dos mercados emergentes.

Segundo os estrategistas do BofA, o Brasil ganhou fôlego com a rotação geográfica dentro dos mercados emergentes. Os fundos emergentes, excluindo China, captaram US$ 700 milhões na semana. A Coreia do Sul, que vinha acumulando fortes aportes, sofreu saídas expressivas, e parte dessa liquidez migrou para a América Latina (+US$ 200 milhões) e para fundos dedicados ao Brasil (+US$ 100 milhões).

Além disso, a bolsa brasileira apresenta o maior desconto entre as bolsas latino-americanas: 23% abaixo da média histórica e 17% frente aos pares, considerando o múltiplo P/L projetado para 12 meses. O BofA avalia que os investidores seguem em compasso de espera pelo desfecho das eleições. Pesquisas recentes mostram maior convergência entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que busca reeleição, e Flávio Bolsonaro (PL).

A evolução das investigações sobre o Banco Master e sobre o filho de Lula (Lulinha) são questões-chave para a corrida. O risco fiscal também entra na conta. "Independentemente de quem vencer as eleições, todos os candidatos reconhecem a necessidade de reformas fiscais para restaurar a credibilidade das políticas públicas", diz o banco, acrescentando que as medidas propostas ainda não estão claras e só devem ser conhecidas após o pleito.

Para nós, que planejamos o longo prazo, a volta do fluxo estrangeiro é um sinal de confiança, mas o cenário eleitoral e fiscal segue incerto. O caminho é acompanhar os desdobramentos e manter a estratégia focada nos objetivos familiares, não nas oscilações diárias.

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Fonte (canonical): https://vivacapital.com.br/investimentos/apos-fuga-bilionaria-estrangeiros-voltam-bolsa-brasileira/
