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Bolsa em agosto: riscos e oportunidades, diz Empiricus

ResumoEmpiricus Research projeta agosto volátil para a Bolsa brasileira, com riscos de inflação persistente, manutenção da Selic elevada e ruídos eleitorais. Oportunidades surgem em setores defensivos e empresas com balanços resilientes. A casa recomenda cautela seletiva, priorizando ações com valuation descontado e forte geração de caixa, evitando exposição a commodities cíclicas.

Após alta da Bolsa em julho, analista da Empiricus vê agosto com cautela: inflação, Selic, balanços e eleições no radar. Entenda os riscos e as oportunidades.

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Bolsa em agosto: riscos e oportunidades, diz Empiricus
Foto: Viva Capital · Bolsa em agosto: riscos e oportunidades, diz Empiricus · 31 jul 2026

Após alta da Bolsa, o que esperar de agosto? Analista da Empiricus aponta os principais riscos e oportunidades

O Ibovespa fechou julho em recuperação, mas agosto chega com o radar ligado. Para Ruy Hungria, analista da Empiricus Research, o cenário melhorou, porém segue cercado de cautela. Em entrevista ao Giro do Mercado, na sexta-feira (31), ele listou os pontos que o investidor não pode ignorar.

Resposta direta: O que esperar da Bolsa em agosto? Inflação, Selic, balanços do 2T e eleições. O analista vê espaço para queda de juros, mas recomenda seletividade em empresas com baixo endividamento e caixa forte.

Inflação e Selic seguem no centro das atenções

Desde abril, o foco do mercado é a inflação e seu impacto na política monetária. Em julho, houve melhora temporária, com trégua geopolítica e queda do petróleo. Mas o alívio durou pouco.

"O cenário voltou a se deteriorar com a intensificação dos conflitos e a recuperação das cotações da commodity", afirmou Hungria. O petróleo subiu, e as expectativas de inflação voltaram a pressionar.

Ainda assim, os indicadores recentes vieram melhores que o esperado. Isso reforça a leitura de que o Banco Central pode ter espaço para cortar a Selic mais do que o mercado precifica.

Balanços do 2T: o teste decisivo

A temporada de resultados do segundo trimestre será fundamental. A pergunta, segundo o analista, é se as companhias seguem entregando resultados resilientes ou se a atividade econômica mostra enfraquecimento.

Para Hungria, a resposta define a direção dos próximos meses. Por isso, ele defende postura seletiva na Bolsa.

Onde investir: empresas com caixa e liderança

Em agosto, a preferência deve recair sobre companhias com:

  • Baixos níveis de endividamento
  • Geração consistente de caixa
  • Liderança em seus segmentos
  • Capacidade de atravessar desaceleração e juros altos

Essas características, diz o analista, aumentam a resiliência em cenário adverso.

Copom e indicadores de inflação no radar

Além dos balanços, o investidor precisa acompanhar os próximos dados de inflação. A reunião do Copom também entra no foco, com possíveis sinalizações sobre os juros.

Hungria lembra que a política monetária segue como variável central para os ativos brasileiros.

Eleições: volatilidade à vista

Com o calendário eleitoral avançando, as pesquisas ganham peso sobre o mercado. A tendência, segundo o analista, é de volatilidade maior nas próximas semanas.

O cenário político, diz ele, deve influenciar cada vez mais a Bolsa. Para quem busca oportunidades, a dica é combinar seletividade com atenção aos riscos.

O que o investidor deve fazer agora

Diante desse quadro, a orientação é clara: monitorar inflação, juros, balanços e eleições. Empresas com fundamentos sólidos tendem a se sair melhor.

Para quem quer se aprofundar, vale acompanhar os próximos indicadores e a reunião do Copom. A paciência e a seleção de ativos fazem a diferença em agosto.

Perguntas Frequentes

O Ibovespa vai continuar subindo em agosto?

Depende dos balanços e da inflação. O analista vê cenário construtivo, mas recomenda cautela.

Por que a Selic é importante para a Bolsa?

Juros mais baixos tendem a beneficiar ações, mas o Copom pode surpreender. Acompanhe as sinalizações.

Quais ações escolher em agosto?

Priorize empresas com baixo endividamento, caixa forte e liderança de mercado.

Eleições afetam a Bolsa?

Sim, pesquisas eleitorais tendem a aumentar a volatilidade dos ativos brasileiros.

“Após alta da Bolsa em julho, analista da Empiricus vê agosto com cautela: inflação, Selic, balanços e eleições no radar. Entenda os riscos e as oportunidades.”
Patrícia Mendonça · Editor(a) Investimentos · Viva Capital PRO
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