Ânima (ANIM3) reprovada: Itaú BBA corta preço-alvo pela metade, rebaixa ação e vê opções melhores
O Itaú BBA rebaixou a recomendação de Ânima Educação (ANIM3) de compra para neutra e cortou o preço-alvo de R$ 5,50 para R$ 2,50, após a aquisição da FMU por R$ 410 milhões no início deste mês. O novo preço implica potencial de valorização de 22% em relação ao fechamento anterior de R$ 2,05.
Em relatório, o banco afirma que a compra da FMU aumenta o risco de execução da Ânima. Por isso, prefere acompanhar o processo de integração do ativo antes de adotar uma visão mais construtiva sobre a companhia.
Por que o Itaú BBA rebaixou a Ânima (ANIM3)?
O Itaú BBA reconhece a "lógica estratégica" da transação e enxerga potencial para sinergias operacionais e comerciais ao longo do tempo. No entanto, acredita que a operação alterou a relação entre risco e retorno da ação, especialmente considerando o valuation pago e o aumento da alavancagem financeira.
O banco se junta a outros, como BTG Pactual e Citi, que também rebaixaram a ação recentemente na esteira da compra da FMU. Desde que anunciou a compra, no começo de julho, a ação caiu mais de 20%.
Impacto do novo marco regulatório do EaD
De acordo com o banco, o cenário para o setor de educação está mais desafiador nos últimos meses diante do novo marco regulatório do ensino a distância (EaD), além da continuidade dos juros elevados, o que pode pressionar as despesas financeiras e prolongar a desalavancagem.
"Dessa forma, embora continuemos vendo valor no posicionamento estratégico de longo prazo da Ânima e nos potenciais benefícios da aquisição da FMU, acreditamos que a relação entre risco e retorno está mais equilibrada neste momento", diz o relatório.
Opções melhores no setor: Cogna e Yduqs
O Itaú BBA afirma que prefere outras empresas do setor, com maior geração de caixa e maior potencial de distribuição de valor aos acionistas, como Cogna (COGN3) e Yduqs (YDUQ3).
Por volta das 11h36 (horário de Brasília), ANIM3 subia 0,98% (R$ 2,07). No mesmo horário, o Ibovespa (IBOV) avançava 0,21%, aos 174.416,01 pontos.
Projeções financeiras para 2026 e 2027
Após a aquisição da FMU, o BBA projeta receita líquida de R$ 4,246 bilhões em 2026, um crescimento de 5,5% em relação ao ano anterior, impulsionado principalmente por reajustes de preços e melhora do mix de receitas, e não pelo crescimento dos volumes.
O banco também prevê Ebitda ajustado de R$ 1,555 bilhão, o que implica margem de 36,6%, uma queda de 0,5 ponto percentual na comparação anual, refletindo a menor rentabilidade da unidade de ensino a distância.
"Além disso, esperamos que o lucro líquido seja impactado por um resultado financeiro menos favorável, diante da revisão para uma trajetória mais lenta de queda dos juros e do aumento da alavancagem financeira após a aquisição", detalha o relatório.
Para 2026, o banco projeta um lucro líquido ajustado de R$ 214 milhões para a Ânima.
Perspectivas para 2027
Olhando para 2027, o BBA enxerga um crescimento mais forte da receita líquida após a integração da FMU. No entanto, o ativo deve pressionar as margens consolidadas, em razão de sua rentabilidade inferior à das operações históricas da Ânima. No próximo ano, o banco projeta receita líquida ajustada de R$ 4,661 bilhões e margem Ebitda ajustada de 35,3%.
Perguntas Frequentes
A Ânima (ANIM3) ainda vale a pena?
O Itaú BBA rebaixou a ação para neutra, com preço-alvo de R$ 2,50. A recomendação anterior era de compra. O banco vê valor no longo prazo, mas prefere aguardar a integração da FMU.
Quais bancos rebaixaram a Ânima?
Além do Itaú BBA, BTG Pactual e Citi também rebaixaram a ação recentemente, na esteira da compra da FMU.
O que motivou o rebaixamento?
A aquisição da FMU por R$ 410 milhões aumentou o risco de execução e a alavancagem financeira, além do cenário desafiador com o novo marco regulatório do EaD e juros elevados.
Quais são as opções melhores segundo o Itaú BBA?
O banco prefere Cogna (COGN3) e Yduqs (YDUQ3), por maior geração de caixa e potencial de distribuição de valor aos acionistas.
Qual a projeção de receita para 2026?
O BBA projeta receita líquida de R$ 4,246 bilhões para a Ânima em 2026, com crescimento de 5,5%.
Qual a projeção de lucro líquido para 2026?
O banco projeta lucro líquido ajustado de R$ 214 milhões para a Ânima em 2026.
