O Ibovespa acumula 12 pregões consecutivos de alta, mas o estrategista da One, Pedro Cutolo, não crava esse movimento como uma mudança fundamental no índice. Em entrevista ao Giro do Mercado, programa do Money Times no YouTube, ele afirmou que a visão sobre a bolsa ainda é muito pautada nas eleições, com um horizonte curto e "muita água para rolar até o fim das eleições".
Para Cutolo, a alta só se torna uma mudança estrutural se dois fatores se confirmarem. O primeiro é o fluxo estrangeiro na bolsa. O segundo, que deve atrair os gringos, é a questão fiscal. Esse ponto, na visão dele, deve se desenvolver de fato após as eleições, apesar de já existirem propostas em discussão.
O estrategista reconhece que a alta pode continuar, mas ressalva: "ainda tem muita notícia, muita coisa para acontecer". Ele descreve o momento como "um período arriscado, de volatilidade. Então não dá para dizer que daqui para frente será só céu de brigadeiro". Os últimos doze pregões foram um alívio para o mercado, mas o investidor deve olhar para o longo prazo.
Cutolo alerta ainda que o quadro definitivo do índice pode mudar. "A gente pode ver uma economia para o ano que vem não tão pungente quanto a gostaríamos, então, acho que tudo isso vai pesar para a bolsa", afirma. Ou seja, a tendência positiva atual não elimina riscos fiscais e externos que podem pressionar o Ibovespa nos próximos meses o que esperar do Ibovespa após as eleições.
Em resumo, a leitura do estrategista é de cautela: a alta recente é um alívio, não uma virada de chave. Quem investe precisa acompanhar o fluxo estrangeiro e os desdobramentos fiscais, que devem definir se o "céu de brigadeiro" se sustenta ou se o índice enfrenta turbulências adiante.