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9 ações gringas e um ETF para julho, segundo Safra: veja lista

ResumoA carteira mensal de investimentos no exterior do Safra para julho inclui 9 ações gringas e 1 ETF. A seleção prioriza empresas com fundamentos sólidos e exposição setorial diversificada. O banco divulga os papéis, os riscos envolvidos e o racional por trás de cada escolha para o mês.

O Safra divulgou sua carteira mensal de investimentos no exterior para julho, com 9 ações gringas e 1 ETF. A seleção prioriza empresas com fundamentos sólidos e exposição setorial diversificada. Conheça os papéis, os riscos envolvidos e o racional por trás de cada escolha para mo

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Foto: Viva Capital · Produtos proibidos pela Anvisa: cannabis, 'ozempic natural' · 06 jul 2026

9 ações gringas e um ETF na carteira do Safra em julho

O Safra divulgou em junho sua carteira mensal de investimentos no exterior para julho, com 9 ações gringas e 1 ETF. A seleção reúne nomes como Alphabet, Amazon, Apple, Berkshire Hathaway, Microsoft, Nvidia, Novo Nordisk, PepsiCo e Visa, além do iShares Global 100. O banco não informa o peso de cada ativo nem estabelece preço-alvo, mas indica que a escolha prioriza empresas com vantagens competitivas duradouras e exposição a setores resilientes.

É importante entender o risco antes de falar de retorno. Investir em ações fora do Brasil expõe o investidor a riscos cambial, geopolítico e de liquidez. O dólar pode valorizar ou desvalorizar frente ao real, impactando diretamente o resultado em reais. Empresas de tecnologia, por exemplo, sofrem com ciclos de juros altos nos EUA. Por isso, a recomendação do Safra não é uma garantia de ganho, mas um ponto de partida para análise própria.

O que a carteira do Safra reflete

A seleção do Safra para julho reflete uma estratégia de qualidade e diversificação setorial. As 9 ações escolhidas operam em segmentos como tecnologia, saúde, consumo básico e meios de pagamento. O ETF iShares Global 100, por sua vez, replica as 100 maiores empresas globais por capitalização de mercado, oferecendo exposição ampla.

O banco não divulga o racional completo de cada papel, mas a escolha de nomes como Berkshire Hathaway (holding de Warren Buffett) e Novo Nordisk (líder em medicamentos para diabetes e obesidade) sugere preferência por empresas com vantagens competitivas claras. Já a inclusão de Visa e PepsiCo indica aposta em receitas recorrentes e consumo estável.

Análise ativo por ativo: riscos e fundamentos

Vou detalhar cada ativo com base em fundamentos públicos, sem dar recomendação de compra ou venda. O objetivo é ajudar você a entender o que está por trás de cada nome.

Alphabet (GOOGL)

A Alphabet, dona do Google, é líder em publicidade digital e computação em nuvem. O risco principal é regulatório: investigações antitruste nos EUA e na Europa podem forçar mudanças no modelo de negócios. Em 2025, a empresa respondeu a processos na União Europeia sobre práticas de busca. A receita publicitária, porém, continua crescendo acima de dois dígitos, sustentada pelo YouTube e pela nuvem.

Amazon (AMZN)

A Amazon combina varejo online com AWS, líder em computação em nuvem. O risco está na margem do varejo, que é baixa, e na regulação trabalhista em alguns países. A AWS responde por mais de 60% do lucro operacional da empresa. Para o investidor de longo prazo, a tese é de crescimento estrutural do comércio eletrônico e da nuvem.

Apple (AAPL)

A Apple tem a marca mais valiosa do mundo e uma base de usuários fiel. O risco é a concentração de receita no iPhone (cerca de 50% do faturamento) e a dependência do mercado chinês para produção e vendas. A empresa vem expandindo serviços (Apple Music, iCloud, App Store), que têm margens maiores.

Berkshire Hathaway (BRK.B)

A holding de Warren Buffett é um conglomerado com seguros, ferrovias, energia e um portfólio de ações. O risco é a sucessão de Buffett, de 94 anos. A empresa tem mais de US$ 300 bilhões em caixa e títulos do Tesouro dos EUA, o que dá resiliência em cenários de crise. O modelo de negócios é defensivo e de longo prazo.

Microsoft (MSFT)

A Microsoft é líder em software corporativo e computação em nuvem (Azure). O risco é a concorrência com Amazon e Google na nuvem e a regulação antitruste na Europa. A empresa investe pesado em inteligência artificial, com a parceria na OpenAI. A receita recorrente de assinaturas (Office 365, Azure) dá previsibilidade.

Nvidia (NVDA)

A Nvidia é a principal fabricante de chips para inteligência artificial. O risco é a alta volatilidade: a ação subiu mais de 200% em 2024, mas pode cair com desaceleração de investimentos em IA. A empresa detém cerca de 80% do mercado de GPUs para data centers. O valuation elevado exige paciência do investidor.

Novo Nordisk (NVO)

A farmacêutica dinamarquesa lidera o mercado de medicamentos para diabetes e obesidade, com o Ozempic e o Wegovy. O risco é a concorrência de novas drogas (Eli Lilly, Pfizer) e a regulação de preços. A receita com GLP-1 cresceu 40% em 2025. A demanda global por tratamentos contra obesidade sustenta a tese de longo prazo.

PepsiCo (PEP)

A PepsiCo é uma gigante de alimentos e bebidas, com marcas como Pepsi, Doritos e Quaker. O risco é a inflação de commodities e a mudança de hábitos para produtos mais saudáveis. A empresa tem histórico de aumento de dividendos há mais de 50 anos. O negócio é defensivo e gera caixa consistente.

Visa (V)

A Visa é líder em pagamentos eletrônicos globais. O risco é a regulação de taxas de intercâmbio e a concorrência de fintechs e criptomoedas. A empresa processa mais de 200 bilhões de transações por ano. O modelo de negócios é de alta margem e baixo investimento de capital.

ETF iShares Global 100 (IOO)

O iShares Global 100 é um ETF que replica o índice S&P Global 100, composto pelas 100 maiores empresas do mundo. A taxa de administração é de 0,40% ao ano. O ETF oferece exposição a setores como tecnologia (30%), saúde (15%) e financeiro (12%). Para quem prefere diversificação sem escolher ações individuais, é uma alternativa prática.

Como montar uma carteira internacional com base nessa seleção

Se você quer construir uma carteira internacional inspirada na recomendação do Safra, o primeiro passo é definir o horizonte de tempo. Para prazos acima de cinco anos, ações de empresas como Microsoft e Visa podem fazer sentido. Para quem tem menos tempo ou aversão a risco, o ETF iShares Global 100 dilui o risco de empresa específica.

O segundo passo é considerar o risco cambial. Com o dólar a R$ 5,50, por exemplo, uma desvalorização de 10% do real para R$ 6,05 geraria ganho cambial de 10% sobre o investimento. O oposto também vale. Por isso, especialistas recomendam exposição internacional de 10% a 30% da carteira total, dependendo do perfil como investir em ações nos EUA.

Riscos que você precisa considerar antes de investir

Nenhuma recomendação de banco substitui sua própria análise. O Safra não divulga o racional completo de cada ativo, nem garante performance futura. Empresas de tecnologia, como Nvidia e Apple, podem sofrer com correções no mercado de IA. Farmacêuticas, como Novo Nordisk, enfrentam riscos regulatórios. E o câmbio pode corroer ganhos em reais.

O ideal é usar a carteira do Safra como um filtro inicial, não como receita pronta. Estude cada empresa, entenda o negócio e avalie se o valuation faz sentido para seu horizonte. Invista com calma, de preferência via BDRs ou corretoras internacionais com boa reputação como comprar BDRs no Brasil.

Perguntas Frequentes

O Safra divulga o peso de cada ação na carteira?

Não. O banco informa apenas a lista de 9 ações e 1 ETF, sem ponderar individualmente. A recomendação é qualitativa, não quantitativa.

Qual o prazo indicado para essa carteira?

O Safra não especifica prazo, mas a seleção de empresas com vantagens competitivas sugere horizonte de longo prazo, acima de cinco anos.

Posso investir nessas ações direto da Bolsa brasileira?

Sim, a maioria tem BDRs negociados na B3. Por exemplo, Apple (AAPL34), Microsoft (MSFT34) e Alphabet (GOGL34). Verifique a liquidez de cada um.

O ETF iShares Global 100 tem BDR no Brasil?

Sim, o ETF iShares Global 100 é negociado na B3 sob o ticker IOOO11, com liquidez moderada.

Quanto devo alocar em ações internacionais?

Depende do perfil. Recomenda-se entre 10% e 30% do patrimônio total, considerando que o câmbio adiciona volatilidade.

A carteira do Safra é uma recomendação de compra?

Não. É uma sugestão de análise. Cada investidor deve avaliar riscos, objetivos e horizonte antes de decidir. Consulte um assessor de investimentos.

Disclaimer: Este conteúdo é informativo e não constitui recomendação de investimento. Invista com base em sua própria análise e perfil de risco.

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Eduardo Tannous · Editor(a) Investimentos · Viva Capital PRO
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