# Sem folga no orçamento, 47% dos trabalhadores buscam bicos ou crédito

> Pesquisa Serasa Experian revela que 47% dos trabalhadores formais ou PJ no Brasil buscam renda extra ou crédito para cobrir despesas básicas. Alimentação e contas de consumo lideram o peso no orçamento familiar. O cenário indica aperto financeiro generalizado, com sem folga para imprevistos e dependência de soluções emergenciais para equilibrar as finanças mensais.

*Viva Capital · Financas Pessoais · 25 de agosto de 2026 · Fernanda Quispe*

Quase metade dos trabalhadores com carteira assinada ou PJ no Brasil recorre a renda extra ou crédito para arcar com despesas básicas. Pesquisa da Serasa Experian mostra que alimentação e contas de consumo pesam mais no orçamento.

Quase metade dos trabalhadores brasileiros com carteira assinada (CLT) ou contratados como Pessoa Jurídica (PJ) recorre a fontes extras de renda ou linhas de crédito para arcar com as despesas básicas. É o que aponta a Pesquisa de Saúde Financeira dos Trabalhadores, realizada pela Serasa Experian com 1.008 entrevistados: 47% dependem de atividades informais, extensão de jornada ou empréstimos bancários para fechar as contas do mês.

O levantamento revela ainda que 6% dos profissionais terminam o mês sem saldo suficiente e sem acesso a alternativas de socorro financeiro. O quadro dá continuidade a uma tendência observada em 2025, quando 54% dos consultados relataram ficar sem dinheiro antes do fim do mês.

A alimentação é o maior peso no orçamento, citada por 78% dos participantes. Em seguida vêm as contas de consumo, como água, energia e gás, mencionadas por 72%. Financiamentos de imóveis e veículos pesam para 44%, compras de roupas e utilidades domésticas para 43%, parcelas de empréstimos anteriores para 33% e estudos para 22%.

O aperto financeiro invade o trabalho: 51% sentem estresse no expediente por pendências financeiras, 46% relatam cansaço físico e exaustão. Isso reflete no desempenho: 35% notam queda de concentração, 33% perdem rendimento, 26% têm irritação com colegas e 5% faltam por questões financeiras.

Fora do expediente, 44% dos que enfrentaram problemas com dinheiro nos últimos cinco anos sofrem de insônia e 44% relatam irritabilidade em casa. Também foram registradas dores pelo corpo, alterações de peso, depressão e afastamento do convívio social.

Diante disso, a atualização da Norma Regulamentadora 1 (NR-1) obriga empregadores a monitorar riscos psicossociais, incluindo a pressão por desequilíbrio nas contas pessoais. Empresas têm adotado palestras educativas, ampliado benefícios de saúde e criado parcerias para crédito com juros reduzidos, evitando dívidas de longo prazo.

O estudo foi conduzido por painel online, com margem de erro de 3,1 pontos percentuais e intervalo de confiança de 95%. Se você se identifica com esses números, o primeiro passo é listar suas despesas fixas e ver onde dá para negociar. Comece por uma conta pequena ainda esta semana.

---

Fonte (canonical): https://vivacapital.com.br/financas-pessoais/sem-folga-orcamento-47-trabalhadores-buscam-bicos-ou-credito-arcar-alimentacao-c/
