O candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) subiu o tom contra o STF nesta segunda-feira, 7. Em ato na avenida Paulista, ele criticou o ministro Flávio Dino e voltou a chamar Alexandre de Moraes de "bandido", afirmando confiar no voto da ministra Cármen Lúcia, tido como decisivo na crise do Tribunal.
A declaração sobre Dino veio depois da fala do ministro no domingo, 6. Dino criticou quem "promete" encerrar inquéritos por "tramitação longa", em referência indireta ao presidente da Corte, Edson Fachin, que na sexta-feira, 4, defendeu o fim do inquérito das fake news. Para Zema, Dino "faz parte da turminha que quer que tudo continua como está". "É a mesma turminha que nós já conhecemos e estamos vendo do que são capazes de fazer", disse o presidenciável.
Sobre Cármen Lúcia, Zema afirmou esperar "que a consciência dela fale mais alto do que o espírito corporativista". "Tenho certeza que ela não vai caminhar nesse sentido. Sei que é uma pessoa do bem." O voto dela é visto como o fiel da balança no julgamento sobre as apurações contra Moraes, alvo de pedido de investigação de André Mendonça, que também é alvo de inquérito protocolado por Moraes.
Zema repetiu que Moraes deveria estar preso. "O lugar dele é esse", disse, criticando o ministro por fazer negócios com o banqueiro Daniel Vorcaro "exercendo um cargo pelo qual já é muito bem remunerado".
A caminhada na Paulista reúne apoiadores do ex-governador de Minas Gerais em frente ao Masp. A campanha estendeu uma faixa no prédio Anchieta, no cruzamento com a rua da Consolação, em referência aos "Intocáveis", série transmitida nas redes sociais de Zema com críticas a ministros do STF.