O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou em publicação no X neste sábado, 12, que cidades e comunidades ucranianas vêm sendo atacadas de forma quase constante desde a noite anterior. Em Odesa, operações de resgate continuam no local de um prédio danificado por um míssil russo, e 37 pessoas ficaram feridas.
Segundo Zelensky, dez regiões ucranianas foram atacadas na noite passada, com drones de ataque russos ainda sobrevoando muitas delas. Defensores ucranianos derrubaram mais de 200 alvos aéreos desde o início do dia, mas, conforme o presidente, "infelizmente, não todos".
O que Zelensky relatou sobre os ataques
Na manhã deste sábado, um drone atingiu um hotel em Chornomorsk, na região de Odesa. Onze pessoas ficaram feridas, incluindo seis com mobilidade reduzida. Na região de Zaporizhzhia, duas pessoas foram mortas quando um shahed atingiu prédios residenciais, e seis ficaram feridas. Houve ainda vítimas após um ataque a uma empresa na mesma região.
Em Kryvyi Rih, um míssil atingiu uma infraestrutura crítica: três pessoas ficaram feridas e uma morreu. Mais duas pessoas ficaram feridas na região de Kiev. Postos de gasolina comuns foram atacados nas regiões de Zhytomyr e Rivne, e um depósito de locomotivas foi atingido na região de Odesa.
Resposta ucraniana e cobrança por reação internacional
Zelensky também afirmou que duas empresas da indústria química da Rússia foram atingidas nas regiões de Perm e Samara nas últimas 24 horas. "Nossas respostas de longo alcance fazem o agressor sentir a guerra todos os dias", escreveu.
Segundo o presidente, um alvo foi atingido no Mar Negro. Em Taganrog, guerreiros da SSU (Serviço de Segurança da Ucrânia) atingiram uma instalação de produção de drones FPV, locais de armazenamento de UAVs, um tanque de produtos petrolíferos, uma estação de radar e um sistema Pantsir-S2.
Zelensky acrescentou que, nesta semana, uma aeronave Su-33 e dois helicópteros Mi-8 foram destruídos nas regiões de Krasnodar e Rostov, e uma instalação de petróleo foi atingida em Perm.
O mandatário ucraniano criticou o que considera uma resposta insuficiente das potências mais fortes do mundo diante da escalada russa. "Quando os russos transformam tão descaradamente pessoas comuns em alvos de seus ataques terroristas, é frustrante que a resposta das potências mais fortes do mundo não corresponda ao nível de escalada da Rússia", afirmou. "Uma resposta correspondente que realmente tenha a chance de parar as mortes e proteger as pessoas é sempre conjunta."