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Xi Jinping defende laços econômicos maiores entre Brics

ResumoXi Jinping defendeu, na cúpula de Nova Délhi, a ampliação da cooperação econômica entre os países do Grande Brics, com iniciativas voltadas à inteligência artificial, ao comércio e às cadeias industriais. A proposta busca fortalecer a integração econômica do bloco e ampliar a coordenação entre suas economias em áreas estratégicas.

Na cúpula de Nova Délhi, Xi Jinping defendeu cooperação econômica ampliada entre os países do Grande Brics, com iniciativas em inteligência artificial, comércio e cadeias industriais. Entenda o que está em jogo.

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Xi Jinping defende laços econômicos maiores entre Brics
Foto: Viva Capital · Xi Jinping defende laços econômicos maiores entre Brics · 14 set 2026

O presidente da China, Xi Jinping, divulgou neste domingo (13) uma série de iniciativas que vão da inteligência artificial ao comércio, com o objetivo de aprofundar a cooperação entre as economias emergentes do chamado "Grande Brics". O anúncio foi feito durante a cúpula anual de líderes do bloco, em Nova Délhi, segundo a agência oficial de notícias Xinhua.

A proposta central é transformar o grupo em uma plataforma prática para o desenvolvimento do Sul Global. A cooperação abrange áreas que vão da política e segurança à economia e finanças, com a Índia assumindo a presidência em 2026 e a China em 2027.

O que Xi Jinping propôs na cúpula do Brics

Segundo Xi, o sucesso da "Iniciativa do Grande Brics" depende da construção de uma base sólida para a cooperação pragmática. Ele afirmou que os países do bloco devem cooperar ainda mais, manter a estabilidade das cadeias industriais e de abastecimento e cultivar um mercado integrado.

Entre as iniciativas anunciadas, a China assumirá a liderança no estabelecimento de uma Zona de Código Aberto de IA do Brics, voltada à cooperação em grandes modelos de linguagem, treinamento em inteligência artificial e um ecossistema aberto de IA. Xi também propôs a criação de uma Zona Econômica Especial do Brics e afirmou que a China sediará um Fórum de Comércio de Serviços do Brics no próximo ano.

Quem participa do Grande Brics e por que isso importa

O bloco se expandiu para incluir Irã, Indonésia, Egito, Etiópia e Emirados Árabes Unidos, além dos membros originais (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). Outros 10 países parceiros abrangem economias emergentes da Ásia, África, América Latina e Oriente Médio, ampliando o alcance do grupo pelo Sul Global.

O primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, afirmou que os benefícios das soluções desenvolvidas no âmbito do Brics não devem se limitar ao bloco, mas ser adaptáveis e acessíveis para atender às necessidades do Sul Global. Já o presidente da Rússia, Vladimir Putin, chamou o Brics de uma força motriz para a criação de uma ordem mundial nova, mais justa e multipolar, e instou os membros a combinar as vantagens competitivas de suas economias.

O que a cúpula enfrentou nos bastidores

A cúpula ocorreu em meio à retomada dos combates na região do Golfo Pérsico, com ataques recíprocos entre os Estados Unidos e o Irã, além dos houthis, apoiados pelo Irã, ampliando o conflito ao lançarem ataques contra a Arábia Saudita. Ainda assim, o encontro alcançou um objetivo diplomático no sábado, ao chegar a um consenso sobre uma declaração conjunta apoiada pelo Irã e pelos Emirados Árabes Unidos.

A declaração expressou profunda preocupação com a contínua escalada da tensão no Oriente Médio e instou ao exercício da máxima moderação. Separadamente, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, reuniu-se com o príncipe herdeiro de Abu Dhabi à margem do evento, no encontro de mais alto nível entre autoridades dos dois países desde o início do conflito. Eles discutiram desde a redução da tensão e a estabilidade até esforços para promover a paz e o desenvolvimento regionais.

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Patrícia Mendonça · Editor(a) Economia · Viva Capital PRO
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