Wall Street reverteu a alta da véspera nesta sexta-feira (28) após o discurso do presidente do Federal Reserve (Fed), Kevin Warsh, no Simpósio de Política Econômica de Jackson Hole, em Wyoming. Ele reiterou o desconforto com a inflação e a possibilidade de o Fed agir caso a desinflação não se concretize como esperado. Mesmo com o recuo, na semana o S&P 500 e o Dow Jones subiram 0,5%, e o Nasdaq avançou 0,8%.
Warsh expressou preocupação com a inflação elevada e sugeriu que as taxas de juros podem subir se não houver mais progresso no alívio das pressões inflacionárias. Por outro lado, evitou se comprometer com qualquer movimento futuro na política monetária. O mercado sentiu o tom: os títulos do Tesouro dos EUA e o dólar passaram a subir.
Na avaliação do Citi, o discurso foi mais hawkish (agressivo) do que o esperado. "Esperávamos um discurso mais voltado para algumas questões de maior importância e de perspectiva mais ampla, em vez de uma discussão relativamente detalhada sobre a economia americana", afirma o banco. Para o Citi, Warsh minimizou fatores dovish (suaves), como o payroll mais fraco, os salários comportados e a inflação medida pelo PCE acima de outras medidas, enquanto reiterou os elementos hawkish de discursos recentes.
Como resultado, o mercado precifica 57,5% de probabilidade de alta de juros em setembro, segundo a ferramenta Fed Watch, do CME Group. "Dada a importância que o Fed atribui aos sinais do mercado, isso também pode fornecer algum argumento adicional para os membros hawkish do Fed", considera o Citi.
Sem sinais de acordo para normalizar os fluxos em Ormuz, os EUA começaram a implementar sanções econômicas prometidas a aliados do Irã, incluindo uma organização em Hong Kong e um representante de um dos cinco maiores bancos do Egito. O contrato do petróleo Brent para novembro fechou com queda de 0,47%, a US$ 88,10 o barril, na ICE, em Londres.
impactos da política monetária do Fed nos mercados como a inflação americana afeta os investimentos no Brasil