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Wall Street cai com barril de Brent acima de US$ 90: impactos

ResumoWall Street registrou queda nesta terça-feira (8) com o barril de Brent superando US$ 90, em meio a tensões geopolíticas. O movimento pressiona expectativas de inflação e pode adiar cortes de juros pelo Federal Reserve. A alta do petróleo eleva custos de energia e transporte, impactando diretamente índices acionários e setores dependentes de commodities.

Wall Street fechou em queda nesta terça-feira (8), com o Brent acima de US$ 90 e tensões geopolíticas. Veja os impactos para a inflação e os juros.

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Wall Street cai com barril de Brent acima de US$ 90: impactos
Foto: Viva Capital · Wall Street cai com barril de Brent acima de US$ 90: impactos · 08 set 2026

Wall Street encerrou o pregão desta terça-feira (8) em queda, após o feriado do Dia do Trabalho nos EUA, com investidores monitorando as tensões entre Estados Unidos e Irã, as relações comerciais com o Canadá e o avanço dos rendimentos dos títulos do Tesouro (Treasuries).

O petróleo subiu pelo sexto dia consecutivo: o contrato mais líquido do Brent, referência internacional, para novembro fechou com alta de 0,95%, a US$ 97,92 o barril, na ICE, em Londres, no maior nível desde julho. Já o WTI, para outubro, subiu 1,69%, a US$ 93,03 o barril, na Nymex.

Por trás da alta, está a pressão econômica dos EUA contra o Irã. Nesta terça-feira, o governo Trump impôs sanções a elementos adicionais da indústria de aviação iraniana, atingindo 36 empresas aéreas comerciais e privadas. Com a escalada do petróleo, cresceram as preocupações com a inflação e a aposta em alta de juros pelo Fed na decisão de 16 de setembro. A ferramenta FedWatch, do CME Group, apontava 58,2% de chance de elevação de 25 pontos-base, contra 41,8% de manutenção da taxa na faixa de 3,50% a 3,75%.

Também entraram em vigor hoje as tarifas de retaliação do Canadá sobre produtos norte-americanos, na sequência das tarifas de 50% que os EUA impuseram sobre cerca de US$ 20 bilhões em produtos canadenses no mês passado. O primeiro-ministro canadense, Mark Carney, afirmou em vídeo: "Temos tudo o que precisamos para mudar de rumo e prosperar. Essa mudança terá um custo. Sempre há um custo para agir. Mas não chega nem perto do custo de ficar parado."

O mercado aguarda o CPI, que sai na sexta-feira (11). Para o UBS GW, o dado será decisivo para reforçar ou enfraquecer a perspectiva de alta de juros. Estrategistas do banco lembram que, após três meses de leituras benignas do núcleo do CPI (0,21% em maio, -0,02% em junho e 0,22% em julho), uma nova leitura contida seria necessária para desestimular o Fed a elevar os juros ainda este mês.

Para nós, que planejamos o futuro financeiro da família, o recado é de cautela: a alta do petróleo tende a pressionar a inflação e os juros, afetando desde o custo do crédito até a renda fixa. Acompanhar os próximos dados pode ajudar a ajustar o planejamento sem decisões precipitadas.

“Wall Street fechou em queda nesta terça-feira (8), com o Brent acima de US$ 90 e tensões geopolíticas. Veja os impactos para a inflação e os juros.”
Henrique Salomão · Editor(a) Economia · Viva Capital PRO
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