# Trump amplia importação de carne bovina magra: 100 mil t/mês

> Donald Trump assinou proclamação que amplia temporariamente a importação de cortes magros de carne bovina sem tarifa extra, com limite de 100 mil toneladas mensais a partir de 1º de setembro de 2026, por 90 dias. A medida visa suprir demanda doméstica e reduzir preços ao consumidor. A proclamação não altera cotas existentes para outros cortes.

*Viva Capital · Economia · 27 de agosto de 2026 · Henrique Salomão*

Donald Trump assinou proclamação que amplia temporariamente a importação de cortes magros de carne bovina sem tarifa extra, com até 100 mil toneladas por mês, a partir de 1º de setembro de 2026, por 90 dias.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou na quarta-feira (26) uma proclamação que amplia temporariamente a quantidade de cortes magros de carne bovina que pode ser importada sem cobrança de tarifa extra fora da cota. A ampliação terá duração de 90 dias, a partir de 1º de setembro de 2026, e permitirá a entrada de até 100 mil toneladas por mês.

Em comunicado, a Casa Branca disse que o objetivo é aumentar a oferta e conter os preços da carne moída para os consumidores norte-americanos. A medida é restrita a cortes magros destinados à mistura com carne bovina norte-americana para a produção de carne moída e prevê um incentivo para que a carne importada seja comercializada com desconto de 25% em relação ao preço vigente de importação.

O governo disse que, com isso, busca maximizar a redução de custos sem prejudicar os pecuaristas do país, e criar espaço para a recomposição do rebanho doméstico. O anúncio não altera os compromissos comerciais relacionados à carne bovina de países que possuem acordos de livre comércio com os Estados Unidos e não se aplica a países que já contam com cotas específicas para suas exportações de carne ao mercado americano, segundo o comunicado.

A medida ocorre em um cenário de redução do rebanho bovino dos EUA, devido a fatores como as restrições à importação de animais vivos do México, condições de seca nas regiões pecuárias e menor disponibilidade de pastagem e alimentação devido a incêndios florestais. Diante disso, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) prevê que a produção de carne bovina do país em 2026 ficará cerca de 4% abaixo dos níveis de 2025, aumentando a pressão sobre a oferta e os preços domésticos.

impacto da importação de carne bovina no mercado brasileiro

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