# Trigo recua em Chicago após atingir maior cotação em vários anos

> Os contratos futuros de trigo em Chicago recuaram nesta quarta-feira após atingirem a maior cotação em três anos e meio na véspera. Operadores realizaram lucros e monitoram o conflito no Mar Negro, que afeta exportações de grãos e pode influenciar preços de alimentos no Brasil. O movimento reflete ajustes técnicos e incertezas geopolíticas.

*Viva Capital · Economia · 03 de setembro de 2026 · Henrique Salomão*

Os contratos futuros de trigo em Chicago recuaram nesta quarta-feira, após atingirem a maior cotação em três anos e meio na véspera. Operadores realizaram lucros e monitoram o conflito no Mar Negro, que afeta as exportações de grãos e pode influenciar os preços de alimentos no Br

Os contratos futuros de trigo em Chicago fecharam em queda nesta quarta-feira, após o contrato mais negociado atingir seu maior nível em três anos e meio na sessão anterior. A baixa veio com a realização de lucros por operadores, que também avaliavam os últimos desdobramentos do conflito no Mar Negro e seus efeitos sobre as exportações de grãos da região. Para quem acompanha o custo da alimentação, o movimento é um alívio pontual, mas o cenário segue sensível.

O trigo caiu 8,50 centavos, para US$7,74 por bushel. O milho recuou 2,50 centavos, para US$5,435 por bushel, e a soja cedeu 7,50 centavos, para US$13,1025 por bushel, ambos também abaixo das máximas recentes.

A alta da véspera foi puxada por relatos de que Moscou teria rejeitado uma moratória sobre ataques no Mar Negro e atingido infraestrutura portuária ucraniana durante a madrugada. Autoridades da Ucrânia relataram ataques a portos e a um posto de fronteira com a Romênia, na região de Odessa. O maior sindicato agrícola ucraniano, o UAC, alertou exportadores para que não esperem retomada rápida dos portos de águas profundas e busquem alternativas. O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, defendeu um mecanismo para garantir segurança permanente ao transporte marítimo comercial na região.

Para o consumidor brasileiro, o impacto tende a chegar com atraso, via custo de pães, massas e rações. Quando o trigo sobe em Chicago, a pressão sobre a inflação de alimentos aumenta; a queda atual, ainda que modesta, reduz parte desse risco. Mas o mercado segue atento: enquanto não houver solução duradoura para o Mar Negro, oscilações fortes devem continuar.

No curto prazo, vale acompanhar os próximos pregões e a evolução do conflito, que seguem como os principais vetores de preço das commodities agrícolas. Para o planejamento familiar, a recomendação é considerar que preços de alimentos podem variar por fatores externos, como geopolítica e clima, e manter uma reserva para absorver esses choques sem comprometer o orçamento mensal.

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Fonte (canonical): https://vivacapital.com.br/economia/trigo-recua-chicago-apos-atingir-maior-cotacao-varios-anos/
