# Cade aprova compra de 60% da CRDC pela B3 sob condições

> O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou a aquisição de 60% da Central de Registro de Direitos Creditórios (CRDC) pela B3 (B3SA3), com condições impostas. A operação, anunciada em setembro, envolve R$ 15 milhões e expande a presença da bolsa no mercado de crédito. A aprovação condicionada visa mitigar riscos concorrenciais no setor.

*Viva Capital · Economia · 02 de setembro de 2026 · Adriana Buarque*

O Tribunal do Cade aprovou nesta quarta-feira a compra de 60% da Central de Registro de Direitos Creditórios (CRDC) pela B3 (B3SA3), sob condições. O acordo, anunciado em setembro, envolve R$ 15 milhões e amplia a atuação da bolsa no mercado de crédito.

O Tribunal do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou nesta quarta-feira a compra de 60% da Central de Registro de Direitos Creditórios (CRDC) pela B3 (B3SA3), sob condições. A decisão foi unânime e inclui a assinatura de um acordo de controle de concentrações, conforme proclamou o presidente interino do Cade, Diogo Thomson de Andrade.

O acordo entre a B3 e a Associação Comercial de São Paulo (ACSP) foi anunciado em setembro, com valor de R$ 15 milhões. Há previsão de compra da participação remanescente a partir de 2030. Para a operadora da bolsa de valores de São Paulo, o negócio integra a estratégia de ampliar sua atuação no mercado de crédito do país.

A CRDC foi criada em 2014 para centralizar informações sobre recebíveis e facilitar o acesso ao crédito para pequenas e médias empresas no Brasil. A empresa fornece sistemas para formalização e emissão de instrumentos para antecipação de recebíveis e lastro de crédito, além de ser infraestrutura de mercado autorizada a atuar como registradora de ativos, afirmou a B3 na época do anúncio.

Na prática, a aprovação do Cade destrava uma operação que pode ampliar a oferta de crédito para pequenos negócios. A CRDC atua como registradora de ativos, o que dá mais segurança jurídica a operações de antecipação de recebíveis. Para o pequeno empreendedor, isso pode significar mais opções de capital de giro com base em vendas a prazo.

Ainda não há detalhes públicos sobre as condições específicas impostas pelo tribunal. O acordo de controle de concentrações, citado na decisão, costuma estabelecer compromissos de conduta para mitigar riscos concorrenciais. Quem acompanha o setor deve observar os próximos passos da integração e como a B3 vai usar a estrutura da CRDC para expandir seus produtos de crédito.

como funciona a antecipação de recebíveis para PMEs

A aprovação desta quarta-feira é um marco regulatório. O negócio, avaliado em R$ 15 milhões, reforça a aposta da B3 em um mercado que atende diretamente pequenas e médias empresas. Para o empreendedor, a expectativa é de mais concorrência e, possivelmente, condições melhores em operações de crédito com lastro em recebíveis.

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