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Tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz cai enquanto EUA e Irã intensificam ataques

ResumoO Estreito de Ormuz registra queda acentuada no tráfego marítimo devido à intensificação de ataques entre EUA e Irã. A rota, responsável por cerca de 20% do petróleo mundial, enfrenta riscos crescentes para navegação, impactando diretamente o mercado de energia e a segurança do abastecimento global.

O tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz registra queda acentuada em meio à intensificação de ataques entre EUA e Irã. A rota, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial, enfrenta riscos crescentes para navegação. Entenda os números e os impactos para o mercado de energia.

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Tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz cai enquanto EUA e Irã intensificam ataques
Foto: Viva Capital · Tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz cai enquanto EUA e Irã intensificam ataques · 17 jul 2026

O Estreito de Ormuz, gargalo estratégico por onde escoa cerca de um quinto do petróleo mundial, vive uma de suas crises mais agudas. Desde o início de 2026, o tráfego marítimo pela região caiu de forma expressiva, enquanto Estados Unidos e Irã intensificam ataques mútuos. A redução no fluxo de navios petroleiros já afeta o preço do barril e acende alertas em cadeias de suprimento globais.

O tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz caiu significativamente desde o início de 2026, reflexo direto dos ataques entre EUA e Irã. Dados de monitoramento naval indicam redução de cerca de 25% no número de petroleiros que cruzaram o estreito em maio de 2026, comparado à média mensal de 2025. A rota responde por aproximadamente 20% do consumo global de petróleo.

O impacto da escalada militar entre EUA e Irã no fluxo de petroleiros

A intensificação dos ataques, que incluem drones e mísseis contra embarcações e infraestruturas portuárias, elevou o prêmio de risco para seguradoras marítimas. Segundo a Agência Internacional de Energia (AIE), o custo do seguro para navios que cruzam o estreito quadruplicou desde fevereiro de 2026. Muitas companhias optaram por rotas alternativas, como o contorno do Cabo da Boa Esperança, que adiciona entre 10 e 15 dias de viagem.

Dados recentes de tráfego: uma comparação mês a mês

O monitoramento por satélite da Marinha dos Estados Unidos, divulgado pelo Centro de Informações Marítimas Conjuntas (CMIC), mostra que em janeiro de 2026 a média diária de petroleiros era de 17 embarcações. Em maio, esse número caiu para 13, uma redução de 23,5%. A queda é ainda mais acentuada quando comparada à média de 2025, que era de 20 petroleiros por dia.

A rota do petróleo: por que o Estreito de Ormuz é tão vital?

O estreito conecta o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e, por extensão, ao Oceano Índico. Por ele passam cerca de 17 milhões de barris de petróleo por dia, segundo a Administração de Informação de Energia dos EUA (EIA). Isso equivale a aproximadamente 20% do consumo global. Além do petróleo, o estreito também é rota de passagem para gás natural liquefeito (GNL), principalmente do Catar.

Consequências para o mercado de energia

A redução no tráfego já se reflete nos preços. O barril do tipo Brent, referência internacional, subiu 12% entre janeiro e maio de 2026, cotado a US$ 89. O aumento reflete não apenas a oferta restrita, mas também o custo adicional de logística e seguro. Países como Japão, Índia e Coreia do Sul, grandes importadores da região, buscam fontes alternativas na África e nas Américas.

Ataques com drones e mísseis: a nova face do conflito

Tanto EUA quanto Irã têm utilizado drones e mísseis de cruzeiro para atingir alvos navais e costeiros. Em abril de 2026, um drone iraniano atingiu um petroleiro de bandeira liberiana próximo ao estreito, causando danos estruturais. Em resposta, a Marinha dos EUA anunciou o envio de um grupo de porta-aviões ao Golfo de Omã. A escalada elevou o alerta de segurança para o nível mais alto desde 2019.

O papel das seguradoras e a paralisação de fretes

A crise de segurança levou várias seguradoras marítimas a suspenderem a cobertura para viagens pelo estreito. De acordo com a União Internacional de Seguros Marítimos, a taxa de prêmio para um petroleiro de médio porte subiu de 0,1% do valor da carga para 0,4% em apenas três meses. Alguns fretadores, como a BP e a Shell, anunciaram que evitam a rota desde março de 2026 impactos no preço do petróleo.

Alternativas logísticas e o custo para o comércio global

As rotas alternativas, como o desvio pelo Cabo da Boa Esperança ou pelo Canal de Suez (quando viável), aumentam o tempo de trânsito em até 15 dias. Para um navio que transporta 2 milhões de barris, o custo adicional de combustível e tripulação pode chegar a US$ 500 mil por viagem. Esse custo é repassado ao consumidor final.

Impacto econômico de longo prazo

Se a crise persistir, o Fundo Monetário Internacional (FMI) projeta uma redução de 0,3% no PIB global em 2026, considerando o encarecimento da energia e a interrupção de cadeias de suprimento. Países do Golfo, como Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, já discutem a construção de oleodutos que contornem o estreito, projeto que levaria anos para ser concluído.

Perguntas Frequentes

O que está causando a queda no tráfego do Estreito de Ormuz?

A queda é resultado direto dos ataques entre EUA e Irã, que elevaram os riscos de navegação. Seguradoras aumentaram prêmios e muitas empresas optaram por rotas alternativas.

Quantos navios ainda cruzam o estreito por dia?

Em maio de 2026, a média diária de petroleiros era de 13, contra 20 na média de 2025. Isso representa uma redução de 23,5%.

Como a crise afeta o preço do petróleo?

O barril Brent subiu 12% entre janeiro e maio de 2026, atingindo US$ 89. O aumento reflete oferta restrita e custos extras de seguro e logística.

Quais países são mais afetados pela crise?

Japão, Índia e Coreia do Sul são os maiores importadores de petróleo que passam pelo estreito e buscam fontes alternativas na África e nas Américas.

Existe alguma alternativa de rota para o petróleo da região?

A principal alternativa é o desvio pelo Cabo da Boa Esperança, que adiciona até 15 dias de viagem. Oleodutos terrestres são discutidos, mas levariam anos para serem construídos.

“O tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz registra queda acentuada em meio à intensificação de ataques entre EUA e Irã. A rota, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial, enfrenta riscos crescen…”
Henrique Salomão · Editor(a) Economia · Viva Capital PRO
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