# Taxa de desemprego cai para 5,3% no trimestre até julho

> A taxa de desemprego no Brasil atingiu 5,3% no trimestre encerrado em julho de 2026, conforme dados do IBGE. O índice representa o menor patamar da série histórica iniciada em 2012. A redução reflete a recuperação do mercado de trabalho formal e o aumento da ocupação em setores de serviços e comércio.

*Viva Capital · Economia · 27 de agosto de 2026 · Roberto Yokota*

A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,3% no trimestre encerrado em julho de 2026, o menor patamar da série histórica iniciada em 2012, segundo o IBGE.

A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,3% no trimestre encerrado em julho de 2026, o menor patamar para o intervalo na série histórica iniciada em 2012. O dado é da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada nesta quinta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O índice apresentou queda de 0,5 ponto percentual frente ao trimestre terminado em abril (5,8%) e recuou 0,3 ponto percentual ante o trimestre de maio a julho de 2025 (5,6%). A comparação anual mostra um mercado de trabalho em trajetória de aperto, com a taxa corrente abaixo dos níveis observados no mesmo período do ano anterior.

No trimestre encerrado em julho, a taxa de informalidade ficou em 37,5% da população ocupada, o equivalente a 38,8 milhões de trabalhadores informais. O indicador mostrou leve alta em relação aos 37,2% registrados no trimestre até abril, sinalizando que parte da ocupação recente segue fora do contrato formal.

O número de trabalhadores do setor privado com carteira assinada ficou em 39,4 milhões, sem variações significativas na comparação trimestral e anual. Já o rendimento médio real habitual dos trabalhadores chegou a R$ 3.762, mantendo estabilidade frente ao trimestre anterior e avançando 3,3% no ano.

A massa de rendimento real habitual atingiu R$ 383,5 bilhões, estável na comparação trimestral e com aumento de 4,1% na anual, o que representa mais R$ 15,1 bilhões em relação ao mesmo período de 2025. O crescimento da massa, mesmo com rendimento médio estável no trimestre, reflete o aumento da ocupação.

O recuo da taxa para 5,3% consolida o mercado de trabalho como um dos vetores de sustentação da renda das famílias. A combinação de informalidade ainda elevada, em 37,5%, e rendimento médio em alta anual de 3,3% indica que o ritmo de melhora segue dependente da formalização e da evolução da atividade econômica.

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