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Tarifas dos EUA: BTG calcula salto da alíquota efetiva para 9,3% sobre produtos brasileiros

ResumoO BTG Pactual calcula que as tarifas dos EUA sobre produtos brasileiros elevarão a alíquota efetiva de 2,7% para 9,3%. O impacto nas exportações brasileiras é considerado limitado pelo banco, concentrando-se em setores como carnes e café. O aumento tarifário representa um risco setorial, mas não uma ruptura generalizada no comércio bilateral.

O BTG Pactual calcula que as tarifas dos EUA sobre produtos brasileiros farão a alíquota efetiva saltar de 2,7% para 9,3%. Apesar do aumento, o banco vê impacto limitado nas exportações, concentrado em setores como carnes e café. Entenda os números e os riscos.

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Tarifas dos EUA: BTG calcula salto da alíquota efetiva para 9,3% sobre produtos brasileiros
Foto: Viva Capital · Tarifas dos EUA: BTG calcula salto da alíquota efetiva para 9,3% sobre produtos brasileiros · 16 jul 2026

Tarifas dos EUA sobre produtos brasileiros sobem para 9,3%, segundo BTG

O BTG Pactual calculou que as tarifas dos EUA sobre produtos brasileiros devem saltar de uma alíquota efetiva de 2,7% para 9,3%. O banco, no entanto, avalia que o impacto nas exportações brasileiras será limitado, concentrado em setores como carnes, café e aço. A estimativa considera as novas tarifas anunciadas pelo governo americano em 2025.

O BTG estima que as tarifas dos EUA sobre produtos brasileiros elevarão a alíquota efetiva de 2,7% para 9,3%. O cálculo considera as novas tarifas anunciadas em 2025, que afetam principalmente carnes, café e aço. O banco projeta impacto limitado nas exportações totais, com destaque para setores de baixa exposição como minério e petróleo.

O que mudou nas tarifas dos EUA para o Brasil

Em 2025, os Estados Unidos anunciaram um conjunto de tarifas que afetam produtos brasileiros. O BTG Pactual calculou que a alíquota efetiva, média ponderada das tarifas aplicadas, subirá de 2,7% para 9,3%. Esse aumento é significativo, mas o banco destaca que o impacto será limitado porque os principais itens exportados pelo Brasil, como minério de ferro e petróleo, já pagam tarifas baixas ou zero.

Segundo o BTG, as tarifas mais altas recaem sobre carnes (até 26%), café (até 18%) e aço (até 25%). Esses setores, no entanto, representam uma parcela pequena das exportações totais brasileiras para os EUA. O banco estima que o impacto direto sobre o PIB brasileiro seja de apenas 0,1 ponto percentual.

Setores mais afetados pelas tarifas americanas

O BTG identificou três setores com maior elevação tarifária:

  • Carnes: tarifas de até 26% sobre carne bovina e suína, afetando exportações que somaram US$ 1,2 bilhão em 2024.
  • Café: tarifas de até 18% sobre café verde e solúvel, impactando um mercado de US$ 800 milhões.
  • Aço: tarifas de até 25% sobre produtos siderúrgicos, que representam US$ 2,5 bilhões em vendas anuais.

Esses setores, somados, representam cerca de 15% das exportações brasileiras para os EUA. O restante, como minério de ferro (US$ 4,5 bilhões) e petróleo (US$ 3,8 bilhões), está sujeito a tarifas mínimas ou zero.

Por que o BTG vê impacto limitado

O BTG argumenta que o impacto das tarifas será limitado por três razões principais:

  1. Baixa exposição setorial: os setores mais afetados representam menos de 2% do PIB brasileiro.
  2. Substituição limitada: produtos como café brasileiro têm qualidade reconhecida e pouca concorrência imediata.
  3. Diversificação de mercados: o Brasil já exporta para mais de 200 países, reduzindo a dependência dos EUA.

O banco também destaca que a alíquota efetiva de 9,3% ainda é inferior à média global de tarifas aplicadas pelos EUA, que gira em torno de 12%.

Riscos para carnes e café

Apesar do impacto limitado no agregado, os setores de carnes e café enfrentam riscos reais. O BTG alerta que as tarifas podem reduzir a competitividade dos produtos brasileiros no mercado americano, abrindo espaço para concorrentes como Austrália (carnes) e Colômbia (café).

Para a carne bovina, a alíquota de 26% pode elevar o preço final ao consumidor americano em até 15%, segundo estimativas do banco. No café, a tarifa de 18% pode deslocar parte da demanda para produtores vietnamitas, que pagam alíquotas menores.

O que esperar das exportações brasileiras

O BTG projeta que as exportações brasileiras para os EUA devem crescer 2% em 2025, ante uma previsão anterior de 4%. A redução reflete o impacto das tarifas, mas o banco mantém uma visão positiva para o médio prazo.

"As tarifas são um obstáculo, mas não um bloqueio", afirma o relatório do BTG. "O Brasil tem fundamentos sólidos e uma pauta exportadora diversificada, o que reduz a vulnerabilidade a choques tarifários."

Perguntas Frequentes

O que é alíquota efetiva?

A alíquota efetiva é a média ponderada das tarifas aplicadas a todos os produtos exportados para um país. No caso do Brasil para os EUA, o BTG calculou que ela subirá de 2,7% para 9,3%.

Quais produtos brasileiros serão mais afetados?

Carnes (até 26%), café (até 18%) e aço (até 25%) são os setores com maiores aumentos tarifários.

O impacto das tarifas pode afetar o PIB brasileiro?

O BTG estima um impacto direto de apenas 0,1 ponto percentual no PIB, considerado limitado.

As tarifas já estão em vigor?

Sim, as novas tarifas foram anunciadas em 2025 e já estão sendo aplicadas.

O Brasil pode retaliar?

O governo brasileiro estuda medidas de retaliação, mas ainda não anunciou ações concretas.

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Patrícia Mendonça · Editor(a) Economia · Viva Capital PRO
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