Tarifa dos EUA sobre Brasil deve ter impacto limitado para Alpargatas (ALPA4) e Azzas (AZZA3), diz Citi
O Citi divulgou relatório afirmando que a tarifa dos EUA sobre produtos brasileiros tende a ter impacto limitado para Alpargatas (ALPA4) e Azzas (AZZA3). A análise considera a baixa exposição direta dessas empresas ao mercado americano. A Alpargatas, dona da Havaianas, tem receita concentrada na América Latina. A Azzas, fusão de Arezzo e Soma, vende predominantemente no Brasil. Setores como siderurgia e papel e celulose são mais vulneráveis à tarifa.
O Citi avalia que a tarifa dos EUA sobre produtos brasileiros terá impacto limitado para Alpargatas (ALPA4) e Azzas (AZZA3), pois ambas têm baixa exposição direta ao mercado americano. A Alpargatas foca em calçados para América Latina, enquanto a Azzas (fusão de Arezzo e Soma) tem receita concentrada no Brasil. Setores como aço e papel e celulose são mais afetados.
Impacto setorial da tarifa dos EUA sobre o Brasil
A tarifa dos EUA sobre o Brasil afeta de forma heterogênea os setores da economia. O Citi destaca que commodities como aço e alumínio estão entre as mais expostas. A alíquota adicional de 25% sobre aço, anunciada em março de 2025, atinge diretamente a siderurgia brasileira (Ministério da Economia, comunicado oficial, mar/2025). Já para calçados e vestuário, a exposição é menor.
Segundo o Citi, a Alpargatas (ALPA4) tem menos de 5% da receita vinda dos EUA. A Azzas (AZZA3) tem exposição ainda menor, com foco no mercado doméstico. A tarifa, portanto, não deve alterar significativamente as projeções de lucro dessas empresas.
Alpargatas (ALPA4): baixa exposição ao mercado americano
A Alpargatas é conhecida pelas sandálias Havaianas. A empresa vende para mais de 130 países, mas a receita com os EUA é modesta. O Citi estima que o impacto tarifário sobre ALPA4 seja inferior a 1% do lucro líquido. A companhia tem fábricas no Brasil e na Índia, o que reduz riscos cambiais e tarifários.
Para o investidor pessoa física, a tributação de ganhos com ações da Alpargatas segue a regra geral: alíquota de 15% sobre o lucro em operações comuns, isenção para vendas de até R$ 20 mil no mês (Receita Federal, IN RFB nº 1.585/2015). É importante declarar corretamente para evitar malha fina.
Azzas (AZZA3): fusão Arezzo-Soma e riscos limitados
A Azzas 2154 é resultado da fusão entre Arezzo e Grupo Soma, concluída em 2024. A empresa controla marcas como Arezzo, Schutz, Hering e NV. A receita com exportação para os EUA é inferior a 3% do total, segundo o Citi. A tarifa, portanto, não deve afetar os resultados.
A Azzas tem planos de expansão internacional, mas o foco atual é consolidar a operação no Brasil. O Citi mantém recomendação de compra para AZZA3, com preço-alvo de R$ 29. tributação de dividendos
Como declarar ganhos com ALPA4 e AZZA3 no Imposto de Renda 2026
Se você vendeu ações da Alpargatas ou Azzas com lucro em 2025, precisa declarar no Imposto de Renda 2026. A apuração é mensal. Operações comuns (compra e venda na Bolsa) têm alíquota de 15% sobre o ganho líquido. Vendas totais no mês abaixo de R$ 20 mil são isentas de IR para ações, mas o lucro deve ser informado na declaração.
Exemplo prático: em maio de 2025, você vendeu 500 ações da ALPA4 por R$ 12.000, tendo comprado por R$ 10.000. O lucro de R$ 2.000 está sujeito a 15% de IR, ou R$ 300. Você deve pagar o Darf até o último dia útil de junho de 2025 (Receita Federal, IN RFB nº 1.585/2015).
A declaração de ações exige cuidado com o custo médio de aquisição. Se você comprou em lotes diferentes, calcule a média ponderada. Um erro comum é informar o custo de cada compra separadamente, o que pode gerar inconsistência na malha fina. Minha recomendação: use o programa da B3 ou um contador para apurar corretamente.
Riscos fiscais: o que a Receita Federal pode questionar
A Receita Federal cruza dados de corretoras com a declaração do contribuinte. Se você declarar um valor de venda diferente do informado pela B3, cai na malha fina. Outro ponto: operações day trade têm alíquota de 20% sobre o lucro, e a apuração deve ser separada das operações comuns.
A tarifa dos EUA não muda a regra de tributação de ações. O que muda é o cenário macroeconômico, que pode afetar o preço das ações. Mas a obrigação fiscal permanece a mesma. Imposto bem entendido é imposto bem pago; malha fina pega quem chuta, não quem declara certo.
Perspectivas para ALPA4 e AZZA3 com a tarifa americana
O Citi projeta que a Alpargatas pode se beneficiar de um câmbio favorável, já que o real desvalorizado torna as exportações mais competitivas. Para a Azzas, o foco é a recuperação do consumo interno. A tarifa dos EUA, embora negativa para a economia como um todo, não deve alterar a trajetória dessas empresas.
Setores como siderurgia (CSN, Usiminas) e papel e celulose (Suzano) têm exposição significativa aos EUA. Para esses, o impacto pode ser maior. tarifa dos EUA sobre aço brasileiro
Perguntas Frequentes
O que é a tarifa dos EUA sobre o Brasil?
É uma sobretaxa aplicada pelo governo americano sobre produtos brasileiros, como aço e alumínio, em resposta a práticas comerciais consideradas desleais. A alíquota adicional é de 25% para aço (Ministério da Economia, mar/2025).
Como a tarifa dos EUA afeta as ações da Alpargatas (ALPA4)?
O impacto é limitado, pois a Alpargatas tem baixa exposição ao mercado americano. O Citi estima que a tarifa reduza o lucro em menos de 1%.
Preciso declarar ações da Azzas (AZZA3) no Imposto de Renda?
Sim, se você vendeu ações com lucro ou se a posição em 31/12/2025 supera R$ 1.000. A declaração deve incluir o custo de aquisição e as vendas mensais.
Qual a alíquota de IR sobre ganhos com ações?
15% para operações comuns, 20% para day trade. Há isenção para vendas totais de até R$ 20 mil no mês.
A tarifa dos EUA pode mudar a tributação de dividendos?
Não. Dividendos continuam isentos de IR para pessoa física, independentemente da tarifa. A regra está na Lei nº 9.249/1995.
Como calcular o custo médio de ações para o IR?
Some o valor total das compras (incluindo corretagem) e divida pelo número de ações. Use esse custo médio para apurar o ganho na venda.