O governador em exercício do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, registra 38% de aprovação e 20% de desaprovação, segundo pesquisa Quaest. Com esses números, ele se torna o governador melhor avaliado entre as últimas quatro administrações eleitas do estado. Outros 42% não souberam ou não responderam.
Esse resultado contrasta diretamente com o desempenho do antecessor imediato. A última Quaest sobre Cláudio Castro (PL), feita quatro meses após sua renúncia, mostrou 54% de reprovação contra 28% de aprovação. Castro e seu vice renunciaram em 23 de março. Como o então presidente da Alerj, Rodrigo Bacelar, estava preso e afastado, Ricardo Couto, então presidente do TJ-RJ, assumiu interinamente em 24 de março.
O histórico recente do Palácio Guanabara é marcado por quedas de popularidade. Wilson Witzel deixou o cargo após investigações por suspeitas de corrupção na saúde. Pesquisa Paraná Pesquisas de março de 2020 apontava 35,7% de aprovação e 59% de desaprovação. Luiz Fernando Pezão, que governou de 2014 a janeiro de 2019, terminou com 91% de reprovação e 5% de aprovação, segundo Ibope de setembro de 2018. Ele foi preso pela Polícia Federal em novembro de 2018, pela Lava-Jato, em meio à pior crise financeira do estado.
Sérgio Cabral, por sua vez, teve 20% de avaliação ótima/boa e 38% ruim/péssima, conforme Datafolha de novembro de 2013, meses antes de renunciar. O último governo com avaliação superior à de Couto foi o de Rosinha Garotinho, com 41% de aprovação, entre 2003 e 2006.
Para o investidor, o cenário político fluminense importa: a estabilidade institucional afeta a confiança e o risco percebido. Mas lembre-se: avaliação de governo é fotografia, não tendência. Antes de qualquer decisão, estude o histórico fiscal e jurídico do estado. Este texto não é recomendação de investimento.