O candidato à Presidência pelo Missão, Renan Santos, afirmou nesta quinta-feira (27) que, caso eleito, manterá os subsídios ao agronegócio, mesmo defendendo o corte de benefícios fiscais. A declaração foi dada durante sabatina promovida por O Globo, Valor Econômico e CBN.
"Os subsídios do agro serão mantidos. Eu sou muito claro", disse. "O agro brasileiro tem um nível de produtividade que justifica algum tipo de investimento setorial, porque a produtividade dele, a capacidade de geração de riqueza por hora trabalhada, é incrível", completou.
Questionado sobre a taxa das blusinhas, o presidenciável acusou setores empresariais de olharem "para o próprio rabo". "Se a gente não atacar problemas estruturais, isso eu falei para todos os setores que eu conversei, não adianta ficarem me pedindo defesas pontuais", afirmou.
Renan Santos voltou a criticar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que tramita no Congresso para acabar com a escala de trabalho 6x1. Para ele, "essa é uma pauta perigosíssima, especialmente para o Brasil".
O candidato citou dificuldades financeiras em setores de varejo e de "contratação intensiva", mencionando o fechamento do Habib's, a recuperação judicial da Raízen e os problemas das Casas Bahia. "Imagine isso em um cenário em que estão prometendo que as pessoas vão trabalhar menos e ganhar mais, porque você vai diminuir as horas trabalhadas e manter o salário mensal igual?", questionou.
Renan Santos também defendeu reformas. "Nós precisamos de uma nova legislação trabalhista que contemple o outro tema aqui, que é um problema fiscal também. Nós temos um problema fiscal, previdenciário e trabalhista no Brasil, que envolve desde questões fiscais, desde o rombo da Previdência à competitividade", disse.
O candidato do Missão não detalhou como pretende conciliar a manutenção dos subsídios com o corte de benefícios fiscais, nem apresentou propostas concretas para a reforma trabalhista durante a sabatina.