O candidato do Missão à Presidência, Renan Santos, afirmou que não se sente confortável em chamar facção criminosa de terrorismo, por considerar que são coisas diferentes. A declaração foi dada nesta quarta-feira (2) em entrevista ao podcast Flow.
"Eu não fico tão confortável em ver o Trump querendo falar que: ah, isso é tudo terrorista, porque o Trump não quer nos ajudar", disse. Para ele, a tentativa do presidente norte-americano de resolver a questão brasileira gera desconfiança. "Os americanos nunca resolveram o problema do tráfico de drogas na América Latina. Por que agora eles querem? Nunca se interessaram por isso", completou.
Além da pauta internacional, Renan comentou o avanço de Augusto Cury (Avante) nas pesquisas. O presidenciável afirmou que a estratégia do escritor é falar "nada com nada para um eleitor que está cansado de tudo e que não quer discutir política". Ele voltou a chamar Cury de "pastel de vento" e sugeriu que os votos vieram de "uma massa de pessoas que não liga para a política e que está de saco cheio da discussão política", com apoio de micro influenciadores.
"Dentre esses influenciadores, haviam influenciadores que faziam trabalhos para o Banco Master. Praticamente todos os que divulgavam o Banco Master e que atacavam o Banco Central e defendiam o Master estão ali na campanha do Cury", sugeriu.
A pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (2) mostra Cury em terceiro lugar no primeiro turno, com 10%. O candidato do Avante surpreendeu nas sondagens Atlas/Bloomberg e BTG/Nexus, saltando de 2% para 11% no levantamento BTG/Nexus e atingindo 7,8% na Atlas/Bloomberg, após registrar 1,6% na anterior. Pesquisa Real Time Big Data, divulgada na terça-feira (1º), aponta Cury com 11%.
Enquanto isso, o Ibovespa engata a 11ª alta, o dólar cai e a Azzas 2154 anuncia separação. O cenário político segue movimentando os mercados, e a fala de Renan Santos reforça o tom crítico da campanha às vésperas do primeiro turno.